Bolsonaro estuda nome de Guilherme Shelb para Ministério da Educação

Procurador do DF, defensor do Escola sem Partido, é defendido pela bancada evangélica, que rejeita nome de Mozart Neves

atualizado 22/11/2018 10:49

Reprodução/Facebook

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, voltou a afirmar nesta quinta-feira (22/11) que ainda não há definição sobre o Ministério da Educação e que vai conversar com o procurador regional da República do Distrito Federal Guilherme Shelb sobre o assunto.

Shelb é abertamente defensor do projeto Escola Sem Partido e já se posicionou favorável ao tema em comissão especial sobre o assunto em 2017. Ele também afirma ser contra “discussão de gênero” nas escolas.

O nome de Shelb agrada a bancada evangélica, que reagiu à notícia de que o educador Mozart Neves, do Instituto Ayrton Senna, considerado mais moderado, já havia sido escolhido para a pasta da Educação. Bolsonaro chamou a informação de “fake news”.

“Converso com todo mundo. Nem sei se ele (Mozart) estará aqui hoje, mas, se estiver, vou conversar. Precisamos ter um bom nome técnico”, disse o presidente eleito.

Militares
Nesta quarta, Bolsonaro chegou por volta das 8h desta quinta-feira (22/11), ao Comando da Marinha, onde terá encontro com os futuros comandantes para as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica).

Bolsonaro passou a noite na Granja do Torto, em Brasília, residência oficial da Presidência da República onde deverá se instalar até a posse.

Depois do encontro com os militares, Bolsonaro seguirá para o Gabinete de Transição Governamental para uma agenda de despachos internos ao longo do dia.

Os nomes dos futuros comandantes foram anunciados na quarta-feira, 21, pelo futuro ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva.

Os escolhidos serão os oficiais generais mais antigos de cada Força. A Marinha será comandada pelo almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior. O comandante do Exército será Edson Leal Pujol e o da Força Aérea, o brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez.

Bolsonaro disse ainda que a escolha da residência que vai morar após a posse será tomada pela mulher, Michelle. Segundo ele, a futura primeira-dama “manda mais do que pensam, ela que vai decidir”. O militar da reserva afirmou, ainda, em tom de brincadeira, que poderiam até morar no bairro Ceilândia, onde Michelle nasceu.

 

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