“Bolsonaro e bom senso não cabem na mesma frase”, diz Renan Calheiros

Senador rebateu críticas feitas por Bolsonaro a ele e disse que presidente foi a Alagoas "inaugurar obra que já foi inaugurada"

atualizado 13/05/2021 14:56

Senador Renan CalheirosHugo Barreto/Metrópoles

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por sua ida a Alagoas. Segundo o senador, o mandatário do país foi ao estado “inaugurar obra que já foi inaugurada”.

“Fui informado que o presidente foi a Alagoas, em avião presidencial, inaugurar obra que já foi inaugurada e me atacar, e atacar essa Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse.

Renan afirmou que as agressões de Bolsonaro a ele são “socos no ar”. “Quero, em resposta ao presidente da República, dizer que o que nos preocupa verdadeiramente é o número de mortes que aconteceram no Brasil. São mais de 428 mil vítimas, se ele não respeita a CPI, por favor pare com a baixaria. Suas agressões são socos no ar, essa CPI vai cumprir seu papel”, completou.

A manifestação contra as declarações de Bolsonaro foram feitas no Twitter do senador. Na legenda do vídeo publicado, ele afirma: “O país já sabe que Bolsonaro e bom senso não cabem na mesma frase”.

Veja o vídeo:

 

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Mais cedo, em Alagoas, o presidente Jair Bolsonaro fez uma série de críticas a Renan Calheiros durante agenda em Alagoas. “Se Jesus teve um traidor, temos um vagabundo inquirindo pessoas de bem. É um crime o que vem acontecendo com essa CPI”, disparou o mandatário do país.

Depoimentos

A CPI da Covid ouve, nesta quinta, o gerente-geral da Pfizer, Carlos Murillo. Ele é o sexto depoente do colegiado.

Antes dele, os senadores ouviram o depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, além dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, além do atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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