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Política

Bolsonaro diz que "vai acabar chegando" momento da ditadura no Brasil

Presidente criticou governadores e prefeitos por medidas como o toque de recolher e afirmou que autoridades estão “matando pessoas”

19/03/2021 12:05, atualizado 19/03/2021 12:44
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Hugo Barreto/Metrópoles
Presidente Jair Bolsonaro faz revisão em sua moto na concessionária Freedom do sia, na manhã desse sábado (30/1).

Ao criticar governadores e prefeitos por medidas restritivas adotadas para conter o avanço da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o Brasil está em um caminho fértil para uma ditadura.

“Onde é que nós vamos parar? Será que o governo federal vai ter que tomar uma decisão antes que isso aconteça? Será que a população está preparada para uma ação do governo federal dura no tocante a isso?”, perguntou o chefe do Executivo nacional.

“É para dar liberdade para o povo, é para direito do povo trabalhar. Não é ditadura não. Uns hipócritas ficam falando de ditadura o tempo todo, uns imbecis”, afirmou ele a apoiadores reunidos nesta sexta-feira (19/3) no Palácio da Alvorada.

“Agora, o terreno fértil para ditadura é exatamente a miséria, a fome, a pobreza, onde (sic) um homem com necessidade perde a razão. Estão esperando o quê? Vai chegar o momento? Eu gostaria que não chegasse esse momento, mas vai acabar chegando”, prosseguiu.
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Palácio da Alvorada
Sem máscara, presidente Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores
Movimentação no Palácio da Alvorada, na manhã do dia 15 de março
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Movimentação no Palácio da Alvorada, na manhã do dia 15 de março

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Ação no STF

Em ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (18/3), o presidente da República pede que a Corte suspenda decretos editados pelos governadores do Distrito Federal, Rio Grande do Sul e da Bahia. Segundo o mandatário, não há previsão legal para o toque de recolher, que tem sido adotado em alguns estados.

No documento ao Supremo, Bolsonaro comparou as medidas de isolamento social impostas por governadores do DF e dos outros dois estados a um “estado de sítio” – instrumento que possibilita ao presidente da República suspender temporariamente a atuação dos poderes Legislativo e Judiciário.

“O que é toque de recolher? Só em países ditatoriais. Estão aqui aplicando a legislação de estado de sítio, prevista na Constituição, que não basta eu decretar o estado de sítio, o Congresso tem que validar embaixo. E governadores e prefeitos humilhando a população, dizendo que tão defendendo a vida deles. Ora bolas, que defendendo a vida?! Vocês estão matando essas pessoas.”

Na conversa com seu eleitorado, Bolsonaro disse ter preocupação com a vida, com vacinas, trabalho e emprego. Há algumas semanas, o presidente mudou o tom no discurso relacionado à pandemia e passou a defender a imunização.

“Ontem entrei com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra três decretos de três governadores – DF, São Paulo e Rio Grande do Sul –, contra isso. Minha preocupação, revista Veja, é com o povo brasileiro, é com a vida, é com vacina, é com trabalho, é com emprego”, afirmou ele após ter criticado matéria da revista que diz que o governo federal já admite defesa do lockdown.

“Eu nunca admiti lockdown, nunca, nunca”, frisou Bolsonaro.

A conversa de Bolsonaro com apoiadores foi registrada em vídeo por um canal no YouTube simpático ao presidente.