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Bolsonaro deve aproveitar popularidade para aprovar reformas, diz Ipea

Segundo economista, “à medida que o tempo passa, fica mais difícil aprovar a Previdência e cresce o custo para o país”

atualizado

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Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Brasília(DF), 04/09/2018
1 de 1 Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Brasília(DF), 04/09/2018 - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O governo deve aprovar ainda em 2019 a reforma da Previdência, aproveitando a popularidade mais alta do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em seu primeiro ano de mandato, como acontece tradicionalmente, afirmou nesta quinta-feira (20/12) o diretor-adjunto de Macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marco Antonio Cavalcanti.

“À medida que o tempo passa, fica mais difícil aprovar a Reforma da Previdência e cresce o custo para o país”, disse o economista, após apresentar as projeções do Instituto para este ano e para os próximos.

Proposta de Temer
Para o Ipea, a reforma da Previdência proposta pelo governo do presidente Michel Temer ao Congresso Nacional não será suficiente para resolver o problema fiscal do país. “Mesmo com a reforma da Previdência nos moldes em que se encontra hoje no Congresso, o cumprimento do teto exigiria medidas adicionais”, afirmou o diretor de Macroeconomia do instituto, José Ronaldo de Castro.

Segundo o economista, o governo ainda tem margem para reduzir gastos, utilizando “diferentes combinações” de medidas. Como exemplos de alternativas de corte, ele cita a adoção de “outra reforma da previdência, que gere mais economia” às contas públicas.

Além disso, propõe mudanças na regra de abono salarial, para limitar o benefício aos trabalhadores que receberam até um salário mínimo no período de referência e alterações na regra de correção do salário mínimo.

Castro destaca ainda que “a reforma da Previdência em termos de gastos com servidores terá mais impacto nos Estados e municípios”. O Ipea propõe que a reforma aborde os regimes próprios das duas instâncias de governo.

“A questão fiscal continua sendo o nó que aprisiona a economia brasileira na atual armadilha de baixo crescimento e o principal desafio de política econômica a ser enfrentado nos próximos anos”, traz a Carta de Conjuntura relativa ao quarto trimestre deste ano, divulgada nesta quinta.

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