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Política

Bolsonaro compara assassinato em Foz do Iguaçu à facada em 2018

Em conversa com apoiadores, presidente se queixou de classificação do autor do crime no Paraná como “bolsonarista”

Repórter de Política11/07/2022 09:20, atualizado 11/07/2022 10:28
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Reprodução/Arquivo pessoal
líder do PT em Foz do Iguaçu é assassinado durante festa de aniversário1

Ao comentar com apoiadores o assassinato de um guarda civil petista por um bolsonarista em Foz do Iguaçu (PR), nesse sábado (9/7), o presidente Jair Bolsonaro (PL) relembrou o atentado que sofreu na campanha eleitoral de 2018.

“Vocês viram o que aconteceu ontem, né? Uma briga entre duas pessoas lá em Foz do Iguaçu. ‘Bolsonarista’, não sei o que lá. Agora, ninguém fala que o Adélio é filiado ao PSol, né?”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira (11/7).

Adélio Bispo já se filiou ao PSol, mas nunca militou no partido. A Justiça o considerou inimputável em razão de doença mental.

Apesar disso, o presidente costuma relacionar o autor da facada a políticos de oposição. A Polícia Federal (PF) já descartou a hipótese em duas investigações anteriores.

Veja:


O policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, que se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro, assassinou a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda, durante sua festa de aniversário de 50 anos, ocorrida na noite do último sábado. A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

No domingo (10), pelas redes sociais, Bolsonaro disse dispensar “qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores”. O presidente ainda cobrou investigação sobre o caso.

“A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, escreveu o presidente.

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A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas
Eles também vão cobrar uma posição da PGR em relação ao assassinato do petista por um policial bolsonarista
A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas
Segundo relatos, o policial penal teria entrado na festa gritando "mito"
Jorge José da Rocha Guaranho gritou "aqui é Bolsonaro", quando chegou atirando em festa, diz testemunhas
O guarda municipal Marcelo Arruda era filiado ao PT e apoiador de Lula
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O guarda municipal Marcelo Arruda era filiado ao PT e apoiador de Lula

Reprodução/redes sociais
A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas
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A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas

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Eles também vão cobrar uma posição da PGR em relação ao assassinato do petista por um policial bolsonarista
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Eles também vão cobrar uma posição da PGR em relação ao assassinato do petista por um policial bolsonarista

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A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas
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A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas

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Segundo relatos, o policial penal teria entrado na festa gritando "mito"
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Segundo relatos, o policial penal teria entrado na festa gritando "mito"

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Jorge José da Rocha Guaranho gritou "aqui é Bolsonaro", quando chegou atirando em festa, diz testemunhas
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Jorge José da Rocha Guaranho gritou "aqui é Bolsonaro", quando chegou atirando em festa, diz testemunhas

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José Jorge Guaranho é apoiador de Bolsonaro
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José Jorge Guaranho é apoiador de Bolsonaro

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Entenda

Inicialmente, a Polícia Civil informou que o atirador, o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, tinha morrido após Marcelo revidar. Contudo, a delegada Iane Cardoso informou que a polícia errou: o agressor estava vivo e foi levado ao hospital. Até a última atualização desta reportagem, ele estava internado.

Segundo relatos, por volta das 23h, Jorge Guaranho, que se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro, invadiu a festa e atirou em Marcelo, que revidou. A confraternização era promovida na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física Itaipu (Aresfi). A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas.

Relatos ainda apontam que o policial penal entrou na festa gritando o nome de Bolsonaro e “mito”. Houve uma rápida discussão, e o homem chegou a sacar a arma e ameaçou a todos. Logo depois, ele saiu, dizendo que voltaria para matar todo mundo”. Minutos depois, o agente penitenciário chegou atirando no guarda municipal.

A polícia investiga o crime como sendo de “motivação de política”. “Ele chega na festa ouvindo músicas que remetiam a Bolsonaro. Testemunhas contaram que ele teria gritado “Aqui é Bolsonaro”. O guarda pede para ele se retirar e ele não vai embora. O guarda municipal joga pedras contra ele. Assim começa a briga. vamos ouvir mais testemunhas. Informamos anteriormente que Jorge tinha vindo a óbito, mas ele está vivo e estável”, afirmou uma das delegadas que investigam o caso Iane Cardoso.