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Política

Bolsonaro chama semipresidencialismo de ideia "idiota"

Presidente disse que a proposta de mudança no sistema de governo é levantada para “acobertar outras coisas”

22/11/2021 11:48
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores no Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar, nesta segunda-feira (22/11), o semipresidencialismo, sistema de governo que está em discussão na Câmara dos Deputados e é defendido por algumas autoridades do país, como o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

“Tem certas coisas que são tão idiotas que não dá nem para discutir. Eu não vou começar a bater boca com ninguém sobre esse assunto. Coisa idiota, idiota”, disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Depois, repetiu que joga dentro das quatro linhas, desde de que outras pessoas também obedeçam as regras. “Daí, eu sou obrigado a combater o cara fora das quatro linhas”, continuou, de forma genérica.

As declarações foram feitas antes de o presidente se dirigir ao Palácio do Planalto e registradas por um canal simpático ao presidente no YouTube. O jogador de vôlei Maurício Souza, que é aliado de Bolsonaro e recentemente foi acusado de homofobia, estava ao lado do presidente.

Não é a primeira vez que Bolsonaro critica a proposta de mudança. Em julho, ele chamou o sistema de “besteira”.

Desta vez, ele disse ainda que o sistema o permitiria dissolver o Congresso Nacional:

“Se você levar ao pé da letra o semipresidencialismo ou outro regime parecido, eu teria poder para dissolver o Congresso. Aí, tá vendo? Então, eu não vou discutir. Vai começar a discutir quem veio primeiro: o ovo ou a galinha. Agora, por que lançam isso daí? Pra acobertar outras coisas. O que muita gente tá preocupada é que acabou a mamata. Olha o prejuízo das estatais no passado e o lucro agora, a roubalheira da Petrobras…”

Presidencialismo e semipresidencialismo

No semipresidencialismo, a figura do presidente da República é escolhida por eleições diretas, mas há também um primeiro-ministro, que é indicado pelo presidente eleito para chefiar o governo.

No presidencialismo, em vigor no Brasil, o presidente da República acumula as funções de chefes de Estado e de governo. Como chefe de Estado, o presidente representa o país no exterior, comanda as Forças Armadas e define a política externa.

Já no semipresidencialismo, o presidente compartilha esses poderes com o primeiro-ministro, figura política que é escolhida e fica subordinada ao Parlamento. Neste papel, ele pode, por exemplo, escolher os ministros de Estado e criar políticas econômicas. Além disso, o primeiro-ministro é o responsável pela articulação política com o Legislativo.