Bolsonaro cancela evento para finalizar reforma administrativa

Na tarde desta terça-feira seria lançado o Programa Brasil Mais, que tem como objetivo aumentar a produtividade empresarial

Marcos Corrêa/PR

atualizado 18/02/2020 19:08

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cancelou nesta terça-feira (18/02/2020) o evento de lançamento do Programa Brasil Mais (saiba mais sobre o programa mais abaixo) para finalizar a proposta de reforma administrativa a ser entregue ao Congresso Nacional.

O anúncio foi feito pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, no Palácio do Planalto.

Em linhas gerais, a reforma administrativa pretende diminuir o número de cargos e de servidores, permitir contratações temporárias e acabar com promoções automáticas por tempo de serviço, além de deixar a estabilidade restrita a algumas carreiras – para futuros servidores.

De acordo com Rêgo Barros, “o presidente está reunido com alguns ministros, neste momento, para finalizar a proposta de reforma administrativa”.

Proposta consolidada
Ao chegar no Palácio da Alvorada, na noite desta terça-feira, Bolsonaro afirmou à jornalistas que está com a proposta “consolidada” da reforma administrativa e que irá estudá-la “a noite toda”.

Nesta segunda-feira (17/02/2020), Bolsonaro disse que o texto já estava “maduro” para ser entregue ao Legislativo, faltando apenas “alguns ajustes”.

O texto sofreu uma série de atrasos após o governo tentar usar projetos de lei do Congresso para avançar nas mudanças que pretende implementar. Além disso, o ministro Paulo Guedes, ao defender a reforma em palestra, comparou os servidores a “parasitas”.

“O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, declarou Guedes ao referir-se aos servidores, o que gerou enorme impacto negativo.

Programa Brasil Mais
Coordenado pelo Ministério da Economia, o Programa Brasil Mais tem o objetivo de aumentar a produtividade de pequenas e médias empresas.

O lançamento do programa estava previsto na agenda inicial de Bolsonaro, mas foi cancelado.

De acordo com o porta-voz, a assinatura do decreto que cria a medida será feita no gabinete do próprio presidente, com a participação de Guedes e do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa.

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