Bolsonaro: Guedes comete “deslizes”, mas fica “até o último dia”

Recentemente, o ministro da Economia disse, ao comentar alta recorde do dólar, que câmbio a R$ 1,80 permitia "doméstica ir à Disneylândia"

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 18/02/2020 19:12

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu, nesta terça-feira (18/02/2020), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que o titular da pasta é atacado “mais pela competência” do que por “alguns problemas pontuais”, por “possíveis pequenos deslizes”.

Guedes se envolveu em (mais) uma polêmica quando disse, na semana passada, após a alta recorde do dólar, que o câmbio a R$ 1,80 permitia a domésticas irem à Disneylândia.

“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada. Mas peraí. Peraí”, disse, na ocasião, ao participar de seminário.

Nesta terça, Bolsonaro disse que, após a controvérsia causada pelas declarações, o ministro da Economia não pediu para deixar o governo.

“Se Paulo Guedes tem alguns problemas pontuais, como todos nós temos, e ele sofre ataques, é muito mais pela sua competência do que [por] possíveis pequenos deslizes. Eu já cometi muitos, muitos no passado”, disse o presidente ao participar da cerimônia de posse dos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Onyx Lorenzoni (Cidadania).

“O Paulo Guedes não pediu para sair. Aliás, eu tenho certeza de que, assim como ele é um dos poucos que eu conheci antes das eleições, ele vai continuar conosco até o nosso último dia”, acrescentou Bolsonaro.

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