Bolsonaro: “Antes tentavam nos roubar com armas, agora é com canetas”

Em um discurso exaltado, na abertura da 36ª Edição da APAS Show, em São Paulo, o presidente também criticou governos anteriores

atualizado 16/05/2022 19:34

Presidente Bolsonaro fala de perfil do lado de fora do palácio da Alvorada, no cercadinho onde ficam seus apoiadores e jornalistas. Ele usa terno - Metrópoles Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, na tarde desta segunda-feira (16/5), que se sente preso no Palácio da Alvorada, residência oficial do chefe do Executivo federal. Em um discurso exaltado e cheio de palavrões, na abertura da 36ª Edição da APAS Show, em São Paulo, o mandatário também criticou governos anteriores.

“Estou lá no Palácio da Alvorada. Eu me sinto um prisioneiro sem tornozeleira eletrônica, mas entendo que isso é uma missão. Nós temos que tentar mudar o Brasil e não temos outra alternativa”, afirmou Bolsonaro ao público de empresários.

O presidente ainda repetiu a máxima de que “a liberdade vale mais que a própria vida”. Apesar de não ter citado nomes, ele frequentemente cita a frase quando faz menção ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O mandatário também voltou a mencionar a ditatura de 1964, quando militares tomaram o poder do país para uma batalha, segundo eles, contra o comunismo. “O que tentaram nos roubar em 64, tentam nos roubar agora – lá atrás pelas armas, hoje pelas canetas”, esbravejou Bolsonaro.

Na sexta-feira (13/5), o chefe do Executivo federal fez uma declaração semelhante, ao defender que “marginais em gabinetes fustigam a liberdade do povo”.

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“Nós, pessoas de bem, civis e militares, precisamos de todos para garantir a nossa liberdade. Porque os marginais do passado usam, hoje, de outras armas, também em gabinetes com ar-condicionado, visando roubar a nossa liberdade”, declarou o presidente, também durante visita a São Paulo.

“E começam roubando a nossa liberdade de expressão, começam fustigando as pessoas de bem, fazendo com que eles desistam do seu propósito. Nós, Forças Armadas, nós, forças auxiliares, não deixaremos que isso aconteça”, acrescentou.

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