“Baita avanço”, diz Mourão sobre moeda única na América Latina

Apesar do entusiasmo, ele destacou que não estava presente na reunião na qual o assunto foi abordado e não poderia comentar com propriedade o tema

atualizado 07/06/2019 14:20

FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O vice-presidente da república, Hamilton Mourão (PRTB), disse, nesta sexta-feira (07/06/2019), que a criação de uma moeda única na América do Sul seria um “baita avanço” e comparou a proposta à situação que vive a União Europeia, que tem no euro a sua moeda única.

“É óbvio que se houver a possibilidade de ser factível isso, é um baita de um avanço. Você vê que a União Europeia tem sua moeda única, que é o euro. Se nós chegarmos aqui na América do Sul acho que seria bom pra todo mundo”, comparou.

Apesar do entusiasmo, ele destacou que não estava presente na reunião com o ministro da economia, Paulo Guedes, e com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), quando foi anunciado a possibilidade de criação da moeda, e por isso não pode comentar sobre o assunto. “A criação de uma moeda única, o Paulo Guedes que entende mais disso aí”, completou.

Ainda, o vice afirmou que busca “sempre” uma maior aproximação com países do Mercosul e disse que não vai expressar uma opinião pessoal agora, como fez o presidente da câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “É uma coisa embrionária né, quais são os fundamentos? Eu acho que é leviano da minha parte chegar e dizer ‘ah, isso tá certo, isso não presta’”, argumentou.

Na ocasião, Mourão também comentou sobre o posicionamento do Brasil de receber a empresa chinesa Huawei novamente no Brasil. “A Huawei vem sendo acusada mundialmente de repassar os dados que ela tem para o governo chinês. Eu conversei com o CEO da Huawei para criar um clima de confiança de modo que isso não ocorra. Enquanto houver essa confiança não tem problema nenhum”, disse. Ele completou ao dizer que o Brasil não tem Interesse em banir a empresa, por ser uma das 4 corporações a dominar a tecnologia 5G no mundo.

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