Assessor do “Carteiro Reaça” é nomeado para cargo na Secretaria da Cultura

Felipe Carmona Cantera é acusado de integrar uma central de memes e ataques apócrifos criada no gabinete do deputado Gil Diniz

atualizado 17/08/2020 10:09

Em ordem, da direita para à esquerda: Gil Diniz, Felipe Carmona Cantera e Eduardo Bolsonaroreprodução

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou Felipe Carmona Cantera, assessor do deputado estadual Gil Diniz (sem partido-SP), para um cargo na Secretaria Especial da Cultura. Diniz é conhecido como o “Carteiro Reaça”.

A nomeação foi publicada nesta segunda-feira (17/8) no Diário Oficial da União (DOU). O texto é assinado pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL). Leia aqui a íntegra do documento.

Cantera vai ser diretor do Departamento de Política Regulatória, da Secretaria Nacional de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual, da Secretaria Especial da Cultura, vinculada à pasta do Turismo.

Ele foi acusado no ano passado, segundo revelou o jornal Folha de S. Paulo, de integrar uma central de memes e ataques apócrifos criada no gabinete do deputado Gil Diniz.

O parlamentar foi expulso do PSL em 15 de julho por suposta disseminação de fake news e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também está a frente do dossiê antifascista que teria sido entregue pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Além disso, Gil Diniz é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por um suposto esquema de “rachadinha” no gabinete.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a remuneração bruta de Cantera era de R$ 12.310,51, segundo o Portal da Transparência. No governo federal, ele deverá ganhar um pouco mais: R$ 13.623,39.

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