Arthur Weintraub reclama de ser investigado sem ser ouvido por CPI

O ex-assessor da Presidência mora nos Estados Unidos e é apontado como integrante de um "assessoramento paralelo" do governo na pandemia

atualizado 18/06/2021 12:35

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

O ex-assessor especial da Presidência da República Arthur Weintraub usou as redes sociais para reclamar de ter sido incluído no rol de investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, sem sequer ter sido ouvido pelo colegiado.

A decisão de arrolar o ex-assessor, irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, foi tomada pelo grupo que coordena os trabalhos da CPI, o chamado G7, e atende à linha que deve seguir o relatório a ser apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL)  ao fim dos trabalhos.

Veja o post:

O ex-assessor chegou a ser convocado pela comissão em 26 de maio, mas, até hoje, sua oitiva não tem previsão de data. Com o empresário Carlos Wizard, ele é apontado como integrantes de um suposto “assessoramento paralelo e extraoficial” do governo sobre assuntos da pandemia.

Arthur Weintraub trabalha na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos, desde o fim do ano passado.

Além dele, 13 pessoas foram incluídas na lista de investigadas, apresentada nesta sexta-feira (18/6).

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A reclassificação dos depoentes, de testemunhas para investigados, é uma atribuição do relator e precisa ser levada para discussão do plenário da comissão.

A manobra permite ainda que os citados constem na lista de indiciados pela comissão, ao fim dos depoimentos, quando uma denúncia deverá ser feita ao Ministério Público. Na condição de investigados, a CPI poderá também aprovar quebra de sigilos e operações de busca e apreensão.

Confira quais os nomes que passaram a ser classificados como investigados:

  • Marcelo Queiroga (ministro da Saúde);
  • Eduardo Pazuello (ex-ministro da Saúde);
  • Ernesto Araújo (ex-ministro de Relações Exteriores);
  • Fabio Wajngarten (ex-secretário de Comunicação Social);
  • Mayra Pinheiro (secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde);
  • Nise Yamaguchi (médica defensora da cloroquina);
  • Paolo Zanotto (médico defensor da cloroquina);
  • Carlos Wizard (empresário que aconselhou Pazuello);
  • Arthur Weintraub (ex-assessor especial da Presidência da República);
  • Francieli Fantinato (coordenadora do Programa Nacional de Imunização);
  • Marcellus Campêlo (ex-secretário de Saúde do Amazonas);
  • Elcio Franco (ex-secretário executivo do Ministério da Saúde);
  • Elio Angotti Neto (secretário do Ministério da Saúde);
  • Luciano Dias Azevedo (tenente-médico que preparou minuta para mudar bula da cloroquina).

 

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