Aras: “Lista tríplice promove clientelismo e toma lá dá cá”

Indicado à Procuradoria-Geral da República passa por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado

atualizado 25/09/2019 14:35

Imagem sobreposta de Augusto ArasMichael Melo/ Metrópoles

Indicado à Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras disse nesta quarta-feira (25/09/2019) que a lista tríplice tem a “cultura” de promover o “clientelismo” e o “toma lá da cá” em uma instituição “que não pode agir assim”.

“Mas tem que ser uma instituição que deve ser regida pelo mérito da carreira”, defendeu Aras. “Faz parte do corporativismo que vim combater”, completou.

A nomeação de Aras, feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), causou polêmica entre integrantes do Ministério Público uma vez que o subprocurador não estava na lista tríplice da Casa.

Os nomes são definidos pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Além de fugir das indicações prévias, o presidente quebrou a tradição de escolher um dos integrantes da lista interna dos procuradores, iniciada em 2003.

Aras é sabatinado nesta quarta (25/09/2019) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Após os questionamentos, o colegiado votará o parecer do relator, Eduardo Braga (MDB-AM), cujo texto foi favorável à indicação.

Alinhamento
No início da sessão na CCJ, o indicado ao cargo de procurador-geral da República negou ter alinhamento “em sentido de submissão” com o governo de Bolsonaro. “Não há alinhamento em sentido de submissão a nenhum dos Poderes. Há evidente respeito, que deve reger as relações entre os Poderes”, afirmou a senadores.

Augusto Aras também defendeu a Operação Lava Jato e o combate à corrupção. Segundo ele, uma das principais funções de procurador-geral é o enfrentamento ao crime organizado, “seja de colarinho-branco ou não, quando saqueia os cofres públicos e priva a sociedade dos direitos essenciais”. “Nesse contexto, a Operação Lava Jato representou marco ao combate à corrupção”, afirmou.

Depois da sabatina, a comissão vai votar o parecer do relator. É necessária maioria simples para a aprovação da indicação, em uma votação secreta. A ideia de Alcolumbre é levar a nomeação ao plenário da Casa, ainda nesta quarta (25/09/2019), mesmo se o texto não for aprovado na CCJ.

No colegiado, Aras precisa reunir maioria simples, em uma votação secreta.No plenário, por sua vez, é preciso maioria qualificada, com 41 votos dos 81 senadores.

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