Após Pazuello depor na CPI, Bolsonaro faz live de 5ª feira

Por dois dias, ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello depôs a senadores que investigam ações e omissões do governo federal durante a pandemia

atualizado

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Bolsonaro em live no Maranhão
1 de 1 Bolsonaro em live no Maranhão - Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou na noite desta quinta-feira (20/5) a sua transmissão semanal ao vivo nas redes sociais.

Veja como foi:

A live ocorreu após o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello depor à CPI da Covid, que investiga ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus, além de eventuais desvios de recursos por estados e municípios.

O depoimento de Pazuello começou ainda na manhã dessa quarta-feira (19/5), mas precisou ser retomado nesta quinta, após o ex-ministro passar mal no dia anterior.

Primeiro dia de depoimento

No primeiro dia de depoimento, que durou cerca de 6 horas, Pazuello afirmou que faltou oxigênio em Manaus (AM) por apenas 3 dias. O sistema de saúde da capital amazonense colapsou em janeiro deste ano.

O ex-ministro também disse que Bolsonaro “nunca mandou” desfazer negociações com o Instituto Butantan – ligado ao governo de São Paulo, chefiado por João Doria (PSDB) – por doses da vacina Coronavac.

Antes mesmo de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial do imunizante no Brasil, em janeiro deste ano, Bolsonaro questionou a eficácia da Coronavac em diversas ocasiões, por se tratar de uma vacina chinesa.

Em outubro do ano passado, após o Ministério da Saúde anunciar um acordo com o Butantan para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, o presidente suspendeu a aquisição, afirmando que o governo não compraria vacina da China.

Na mesma ocasião, Bolsonaro se referiu à Coronavac como “a vacina chinesa de João Doria” e disse que “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém”.

Pazuello ainda afirmou que não sofreu interferências dos filhos do presidente quando estava no comando do Ministério da Saúde e que deixou o governo porque “a missão estava cumprida”.

Segundo dia de depoimento

Nesta quinta, a sessão da CPI durou cerca de 7 horas. Aos senadores, Pazuello afirmou que o governo federal chegou a discutir uma intervenção no Amazonas durante o colapso do sistema de saúde do estado, mas desistiu após uma explicação do governador Wilson Lima (PSC).

“Essa decisão [de intervir] não era minha. Foi levada ao conselho de ministros, o governador se apresentou, se justificou. Desculpa, quero retirar o termo, não é conselho de ministros, é reunião de ministros, com o presidente. O governador se explicou e foi decidido pela não intervenção”, afirmou Pazuello.

“A argumentação, em tese, é que o estado tinha condição de continuar fazendo a resposta. Em tese, mas a argumentação eu não tenho aqui. O resumo é que tinha condição de continuar fazendo frente à missão”, prosseguiu o militar.

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