Após Bolsonaro bloquear jornalista no Twitter, filho defende o pai
Chamado por Bolsonaro de “pitbull”, Carlos partiu para o ataque na web: classificou episódio como “piada” de “esquerdista mal educado”
atualizado
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Após o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), bloquear um jornalista no Twitter, o seu filho Carlos, vereador no Rio de Janeiro pelo PSL, saiu neste domingo (23/12) em defesa do pai na rede social, chamando de “piada” as acusações que são feitas ao presidente eleito de restringir o trabalho da imprensa.
“O PT tenta desde 2002 controlar todos os meios de comunicação. Em 2018, o controle da mídia e internet também estava em seu plano de governo. Mas Bolsonaro que é acusado de querer calar a imprensa porque bloqueou um militante esquerdista mal educado em seu perfil pessoal. Piada!”, escreveu Carlos.
O jornalista bloqueado se chama Leandro Demori e trabalha como editor-executivo da versão brasileira do The Intercept, site de reportagens investigativas que tem como um de seus fundadores o jornalista Glenn Greenwald, que ficou mundialmente famoso por ter levado a público, em parceria com o ex-agente da CIA Edward Snowden, a existência dos programas secretos de vigilância global dos Estados Unidos.
Demori, que também é diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), criticou Bolsonaro por ter realizado o bloqueio logo na rede social que o presidente eleito utiliza para fazer anúncios oficiais e se comunicar com a sociedade. Sem visualizar as publicações de Bolsonaro, o jornalista afirma que é impedido de realizar o seu trabalho.
“Isso se chama silenciar. Bloquear me impede de ver o que ele escreve, como futuro chefe da nação, com salário pago pelos meus impostos. Me impede de fazer perguntas publicamente a ele e de debater com ele”, disse o jornalista.
Chamado de “pitbull” pelo pai, Carlos comandou as redes sociais de Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral – nesse período e no início da transição, manteve uma relação conturbada com a imprensa. Seu nome chegou a ser ventilado para chefiar a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, mas ele se afastou da transição após desentendimentos com a futura cúpula do governo federal.
Desde sábado, Carlos acompanha o pai, em descanso natalino na Restinga de Marambaia (RJ), refúgio mantido pela Marinha e usado como local de repouso por presidentes da República. Neste domingo, o presidente eleito já lavou roupas e passeou com o filho pelas praias da região. Nesta segunda (24), a futura primeira-dama, Michelle, e suas duas filhas (inclusive a caçula, que também é filha do futuro mandatário do país) se reúne a Jair e Carlos na ilha fluminense.
