Após 423 mil mortes, Bolsonaro cria secretaria de combate à Covid-19

Pasta foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 24 de março. País acumula mais de 15,2 milhões de casos da doença

atualizado 10/05/2021 22:17

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante anúncio de investimentos para o Programa Águas BrasileirasHugo Barreto/Metrópoles

A Secretaria-Geral da Presidência informou, nesta segunda-feira (10/5), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou um decreto que determina a criação de uma secretaria extraordinária para atuar no enfrentamento à Covid-19. O ato deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Subordinada ao Ministério da Saúde, a pasta representará a área sanitária do governo na coordenação das medidas a serem executadas durante a pandemia.

“A secretaria está incumbida de propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à Covid-19, em articulação com os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, bem como de definir e coordenar as ações do Plano Nacional da Vacinação contra a Covid-19”, informou o governo em comunicado à imprensa.

De acordo com o Palácio do Planalto, o decreto promove remanejamentos e transformações de cargos e funções internas do Ministério da Saúde, mas sem ocasionar aumento de despesas.

A secretaria foi anunciada pelo atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 24 de março – um dia depois de ser oficializado no cargo.

A criação da secretaria ocorre com mais de um ano de atraso e no pior momento da pandemia no Brasil. O país já acumula mais de 423 mil mortes em decorrência da Covid-19, além de mais de 15,2 milhões de casos da doença.

Além disso, a nova medida do governo é feita em meio ao funcionamento de uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) que investiga ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia, além de eventuais desvios de recursos por parte de estados e municípios.

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