À Fox, Bolsonaro cita “esquerda desesperada”: “Estamos indo muito bem”

Presidente usou a entrevista com Tucker Carlson para criticar Lula e vacinas contra Covid e contrariar dados de desmatamento da Amazônia

atualizado 30/06/2022 23:03

Reprodução/Twitter

O presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu entrevista ao apresentador Tucker Carlson, da emissora estadunidense conservadora Fox News. A conversa foi exibida na noite desta quinta-feira (30/6) nos Estados Unidos e o brasileiro elencou uma série de temas aos quais costumeiramente se refere. E teceu elogios a sua própria gestão.

Logo no começo da exibição, o mandatário afirmou que a esquerda brasileira estaria desesperada, pois seu governo “está indo muito bem”. Em diferentes momentos, mencionou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal oponente nas eleições de outubro para o Palácio do Planalto.

Bolsonaro também voltou a criticar a vacina contra a Covid-19 e medidas restritivas de combate à doença, voltou a defender o tratamento precoce com hidroxicloroquina, desmentiu informações sobre o desmatamento da Amazônia e minimizou o racismo no Brasil.

Veja as principais falas do presidente durante a entrevista:

  • Lula: Bolsonaro argumentou que o petista “quer que muitos crimes deixem de ser crime”, define o aborto como questão de saúde pública e usa a estratégia de “dividir para conquistar”.
  • Vacina contra Covid-19: Além de se definir como o único líder mundial que não se vacinou, Bolsonaro defendeu a imunidade natural contra a doença. “Se alguém já contraiu o vírus, a vacina realmente não ajuda. A vacina seria inócua. Foi o meu caso”.
  • Tratamento precoce: Apesar de admitir que a hidroxicloroquina não tinha, de fato, muitas evidências científicas que comprovassem o uso contra a Covid, afirmou que “muitas mortes poderiam ter sido evitadas com o tratamento precoce”. As críticas às medidas restritivas de combate à pandemia foram elogiadas pelo entrevistador, Tucker Carlson.
  • Amazônia: Bolsonaro disse que dois terços da vegetação nativa do país estão preservadas e que o desmatamento ilegal existe, mas “não como é anunciado”. Também alfinetou celebridades que se posicionam contra ele, como o ator Mark Ruffalo, a quem definiu como “pessoas [que] não entendem nada de Brasil e de Amazônia” e que só falam sobre o tema porque “está na moda”, mas que “não conhecem absolutamente nada”.
  • Aborto: Bolsonaro disse que a “maior parte da esquerda é ateia, bate em pastores e padres”. “A Suprema Corte americana mudou entendimento sobre aborto, nós gostamos. Protegemos a vida. Lula e a esquerda falam que é problema de saúde publica e mulher decide sobre seu corpo. Mas nossa religião acredita que, quando tem outra vida afetada, não cabe a você decidir”.
  • Racismo: “Racismo está no Brasil, mas não como dizem”, comentou. “A maioria dos nossos jogadores de futebol é descendente de africanos. Sem problemas”.
  • Armas: O brasileiro que disse que mudou o que era possível na legislação sobre armamentos, com o consequente aumento de pessoas que têm armas. “O número de pessoas assassinadas por arma de fogo diminuiu. Se tivesse aumentado, eu me culparia por isso, mas não foi o que aconteceu. Se for reeleito, terei mais apoio no Congresso e serei capaz de aprovar mais leis sobre posse de armas”.
  • Ser presidente: “Quando me candidatei é claro que eu queria ganhar, mas eu nunca poderia imaginar como seriam as dificuldades. Mas me conforto sabendo que, se [Fernando] Haddad tivesse ganhado, o Brasil estaria como a Venezuela.
  • Recado para os americanos: “Deus, pátria, família”.

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