À CPI, Witzel diz que “calvário” começou com investigação de Marielle

O ex-governador do Rio de Janeiro afirmou que foi perseguido após o caso da vereadora morta em março de 2018

atualizado 16/06/2021 14:15

Wilson WitzelRafaela Felicciano/Metrópoles

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou, nesta quarta-feira (16/6), durante a CPI da Covid, que foi perseguido após as investigações do caso Marielle Franco, vereadora do Rio morta a tiros em março de 2018, ao lado do motorista Anderson Gomes.

“Tudo isso começou porque eu mandei investigar, sem parcialidade, o caso Marielle. Quando foram presos os dois executores da Marielle, o meu calvário e a perseguição contra mim foram inexoráveis”, declarou Witzel à CPI.

Para embasar seu argumento, Witzel destacou uma live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizada na capital dos Emirados Árabes Unidos. “Ver um presidente da República, numa live lá em Dubai, acordar na madrugada pra me atacar, pra dizer que eu estava manipulando a polícia do meu estado, ou seja, quantos crimes de responsabilidade esse homem vai ter que cometer até que alguém o pare?”, disse.

Veja o vídeo:

“E, se nós não pararmos, esta República Chavista ao contrário vai avançar cada vez mais e o nosso País é quem mais vai sofrer com o que nós estamos vivenciando hoje”, agregou.

O ex-governador reforçou que foi “ilegitimamente cassado por um tribunal de exceção” e acrescentou: “Eu espero que a ordem democrática seja restabelecida e que eu possa retornar. Quem sabe o mandante do caso Marielle vai ser descoberto”.

A CPI da Covid tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com o desabastecimento de oxigênio hospitalar, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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