Vitor Hugo: “Não vou disputar para sentar ao lado do ministro”

Líder do governo na Câmara classificou como "infantilidade" a atitude de Joice Hasselmann de escoltar titular da Educação na Câmara

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênciia BrasilFabio Rodrigues Pozzebom/Agênciia Brasil

atualizado 15/05/2019 21:29

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), criticou a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), por ter ficado ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante toda sessão da Câmara (foto abaixo). Ele foi convocado para explicar aos deputados, nesta quarta-feira (15/05/2019), o contingenciamento de recursos no setor, especialmente para universidades públicas e institutos federais de ensino. Ao longo de todo o dia, estudantes, professores e servidores da educação protestaram pelas ruas do país contra o bloqueio de verbas.

Para Vitor Hugo, o comportamento da correligionária junto ao ministro da Educação passa a ideia de “infantilidade”. Segundo o parlamentar, não faz parte da função de líder “sentar ao lado do ministro ou levar o ministro ao banheiro”. “Regimentalmente, qual é a importância de se sentar ao lado de um ministro da Educação ao longo de toda sessão? O que isso impacta no trabalho?”, questionou.

Parece uma proteção física. O ministro vai ao banheiro, ela vai ao lado dele. Dá uma ideia para mim de infantilidade. A conversa com os lideres é que é o trabalho das lideranças. Agora, eu não vou ficar disputando para sentar ao lado do ministro ou levar o ministro ao banheiro

Major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara, sobre Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso

Igo Estrela/Metrópoles

 

O líder peesselista na Câmara refutou declaração dada por Joice mais cedo, segundo a qual integrantes de seu partido e o próprio Vitor Hugo teriam “irritado” partidos do Centrão, levando parlamentares desse grupo a se unirem com a oposição para aprovar a convocação de Abraham Weintraub.

“Alguém viu algum líder subir aí e falar do líder do governo na Câmara como sendo o pivô para a convocação do ministro?”, questionou. “Se tivesse sido, havia manifestações neste sentido”, argumentou Vitor Hugo.

Convocação do Onyx
Nesta quarta-feira (15/05/2019), as declarações do ministro Onyx Lorenzoni, desmentindo deputados que estiveram na reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e presenciaram a ordem dada por telefone a Weintraub para suspender o bloqueio de verbas nas universidades causaram mal-estar entre aliados.

O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir chegou a dizer que o próximo convocado teria que ser o próprio ministro da Casa Civil. “Eu vou sugerir no colégio de líderes a convocação do ministro Onyx, que nos acusou de querer toma lá dá cá”, disse.

O deputado Major Vitor Hugo afirmou ter passado a tarde apagando incêndio e disse que vai conversar pessoalmente com o líder do PSL no sentido de demovê-lo da ideia de convocar o ministro-chefe da Casa Civil.

“Eu acho que a declaração [de Onyx Lorenzoni] foi infeliz. Eu estava presente à reunião. Não houve qualquer tentativa de nenhum deputado de tirar vantagens, pelo contrário. Foi feita uma proposta visando o bem do país e os deputados retornaram e disseram o que viram. Depois houve uma mudança na posição”, relatou o líder.

“Foi uma  declaração que acirrou. Inclusive eu tive que ficar ligando hoje para vários deputados para falar que não foi bem isso, não interprete assim, não se volte contra o governo. Tenho certeza que, pela experiência política dele (Onyx), ele vai também buscar se aproximar dos líderes para não potencializar isso”, ponderou Major Vitor Hugo.

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