Tebet: “Não vejo aprovação da Previdência antes de outubro”

Segundo a senadora, a matéria deverá ser discutida por, ao menos, três semanas na CCJ e só depois ir para o plenário

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 15/07/2019 16:26

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça no Senado Federal, Simone Tebet (MDB-MS) afirmou, durante encontro com jornalistas na tarde desta segunda-feira (15/07/2019) que não vê tempo hábil para que o texto da reforma da Previdência seja aprovado na Casa antes de outubro.

Segundo ela, a matéria deverá ser discutida por, ao menos, três semanas na Comissão de Constituição e Justiça e só depois ir para o plenário da Casa. Assim, pelas contas dela, o trâmite só terminará nos primeiros dias de outubro.

A previsão de Simone Tebet difere da visão do presidente da Casa. Davi Alcolumbre (DEM-AP) havia dito que o texto precisará de apenas 45 dias para ser aprovado no Senado. Ainda segundo a senadora, a tendência é que uma PEC paralela inclua estados e municípios, para acelerar o andamento do texto geral.

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado em primeiro turno na Câmara na semana passada. O segundo da votação, no entanto, ficou para o segundo semestre deste ano.

“Toma lá, dá cá”

Perguntada sobre a avaliação de o presidente ser acusado de estar negociando a aprovação da reforma da Previdência em troca da liberação de emendas, Simone Tebet afirmou não ver diferença entre o “toma lá, dá cá” praticado por Jair Bolsonaro do dos demais presidentes. “Ele deixou de lado a coalizão de governo e não buscou outras alternativas. Dessa maneira, como ela vai aprovar outras propostas?”, questionou a parlamentar.

No entanto, a senadora afirmou que ainda não foi procurada por ninguém do governo federal para discutir o andamento da PEC da reforma no Senado. “O governo vem usando pouco o Senado. O presidente fica muito preocupado com as pautas de costumes, em cumprir promessas ao seu eleitorado, promessas que ele pode cumprir durante os quatro anos de mandato, e deixa de lado as outras coisas.”

“Ele está administrando no varejo e precisa começar a governar no atacado.”

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