Mourão diz que “reforma da Previdência será boa, não ótima”

Vice-presidente afirmou que o texto aprovado na Câmara não é que o governo gostaria e terá de ser discutida novamente daqui a cinco anos

Romério Cunha/VPRRomério Cunha/VPR

atualizado 15/07/2019 16:01

A reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados na semana passada, não é a que o governo gostaria e terá de ser rediscutida daqui a cinco anos, afirmou nesta segunda-feira (15/07/2019) o vice-presidente Hamilton Mourão, em palestra de abertura de um evento na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. A abertura foi fechada à imprensa. Um vídeo foi divulgado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), único veículo que pôde acessar o auditório.

“Felizmente a reforma da Previdência está encaminhada. Não da forma que nós, do governo, gostaríamos, mas existe um aforismo no meio militar que diz: ‘o ótimo é inimigo do bom’. Vamos ter uma reforma boa, mas não uma reforma ótima. Daqui a cinco, seis anos, vamos estar discutindo novamente isso aí. Pode ter certeza disso”, disse o general. Ele comparou a reforma da Previdência a um gargalo pelo qual o Brasil tem de sair para ganhar estabilidade.

Mourão disse que o outro passo para reduzir o desvio fiscal é a venda de estatais: “Vamos privatizar o que tiver que ser privatizado”. Além disso, o governo seguirá sem fazer novas contratações. “Não vamos contratar ninguém até que a gente consiga equilibrar nossas contas”, afirmou.

O vice também incluiu nesta agenda a reforma tributária, com a desoneração da indústria, defendeu a abertura comercial do país e a adoção do voto distrital como forma de baratear as eleições.

“Todos vocês entendem perfeitamente que vivemos uma crise política, econômica e de valores que assaltou a sociedade como um todo. Por que chegamos a essa situação? Temos um sistema político que é difícil de conceber tal fragmentação partidária”, disse à plateia.

“As eleições se tornaram extremamente caras e aí houve a válvula de escape para um ponto onde a corrupção imperou via caixa 2. Para barrar isso, a grande coisa é o voto distrital, que, na minha opinião, torna a eleição mais barata”, disse Mourão.

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