Mourão defende reforma política após conclusão da Previdência

Vice-presidente contestou variedade demasiada de partidos políticos dentro da Câmara dos Deputados

Michael Melo/ MetrópolesMichael Melo/ Metrópoles

atualizado 15/07/2019 14:53

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou, nesta segunda-feira (15/07/2019), que o próximo passo do Congresso após a aprovação da reforma da Previdência deve ser a reforma política. De acordo com o general, o Brasil não tem um sistema político eficaz ante a fragmentação partidária.

Mourão explicou que, atualmente, existem 26 partidos representados na Câmara dos Deputados. Desses, apenas dois, o PSL e o PT, têm mais de 50 deputados. Outros sete têm entre 30 e 40 e o restante é de partidos com dez ou oito deputados, conforme relatou. Assim, não seria fácil lidar com isso, nas palavras do vice.

“Os partidos deixaram de representar o pensamento da sociedade como um todo. Acho que todos aqui entendem perfeitamente que o ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete, que representassem as diferentes espécies de pensamento que temos dentro da nossa sociedade”, disse ao participar do 2º Rio Money Forum, na Fundação Getulio Vargas (FGV).

Mourão, portanto, defende o sistema político com voto distrital, que, para ele, seria também uma forma de baratear as eleições. De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), existem 36 siglas registradas no país. A reforma política consiste, portanto, em reduzir o número de partidos, o que emplacaria uma maior identificação pelos eleitores.

O vice-presidente ainda afirmou que a reforma da Previdência, que deverá ser aprovada na Câmara dos Deputados no início de agosto, não é a solução dos problemas do país. Mas a considerou uma abertura para resolver a questão fiscal e a retomada da economia. “É como se o Brasil estivesse dentro de uma garrafa e o gargalo é a reforma da Previdência”, metaforizou.

Últimas notícias