Roda Viva: “Essa política da Petrobras é fraudulenta”, diz Ciro Gomes

No programa da TV Cultura, presidenciável do PDT criticou o governo federal pela crise dos caminhoneiros devido ao preço dos combustíveis

Vinícius Santa Rosa/Especial para o MetrópolesVinícius Santa Rosa/Especial para o Metrópoles

atualizado 29/05/2018 8:40

O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, aproveitou a participação no programa Roda Viva, na TV Cultura na noite dessa segunda-feira (28/5), para disparar críticas ao governo federal. Ele abriu a entrevista falando sobre a greve dos caminhoneiros, que entrou no 8º dia na segunda (28), paralisou importantes serviços públicos e privados, além de deixar o país sem combustível.

“Sobre esse momento difícil, vamos virar o jogo!”, disse, antes de cravar que a crise reflete a falta de planejamento em infraestrutura da gestão de Michel Temer à frente do Executivo federal, chamado por ele em vários momentos de “governo golpista”.

Ciro Gomes classificou de “desastrosa” e “estúpida” a política de preços da Petrobras, com reajustes quase diários no valor dos combustíveis: motivo alegado pelos caminhoneiros para deflagrar greve nacional na segunda-feira da semana passada (21). “Essa política da Petrobras é fraudulenta”, afirmou. Segundo ele, se a companhia fosse bem conduzida, “o preço do óleo diesel estaria, no máximo, em R$ 3”.

De acordo com o pré-candidato, é preciso separar o joio do trigo, desmascarando os aproveitadores que estariam infiltrados no movimento para desestabilizar o país politicamente. No entanto, conforme afirmou, a greve evidenciou o esgotamento do modelo de transporte adotado no Brasil, altamente dependente das rodovias. No programa, defendeu investimentos em transportes ferroviários e fluvial/marítimo (de cabotagem). “Durante os últimos 20 anos, o Brasil destruiu as ferrovias”, argumentou.

“Eu apoio a greve dos caminhoneiros. Eles vivem em socorro. A política de preços é lesiva ao Estado. No momento, só há uma saída! Demitir o presidente da Petrobras, Pedro Parente, por realizar um gestão que não beneficia a nossa estatal, mas os empresários estrangeiros”, afirmou o pré-candidato.

Teto de gastos
Ciro Gomes também fez críticas ao projeto do Executivo que limitou investimentos pelos próximos 20 anos. “Qual o país do mundo tabela o que vai gastar por 20 anos com saúde e educação? E as futuras gerações? O que será oferecido para elas?”, apontou.

Ao ser questionado sobre possíveis alianças políticas, caso seja eleito, o representante do PDT disse não pretender fechar portas, mas garantiu que seu partido vai “fechar a torneira da roubalheira”. “Não tenho ilusão que minha gestão vai mudar complemente o parlamento”, enfatizou. “Minha tática é procurar alianças com o PSB e o PCdoB. É um núcleo forte para um possível governo meu”, disse.

Ele criticou ainda a insistência do PT em manter a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Violência
O pré-candidato também frisou que uma das frentes prioritárias em seu plano de governo é o combate à violência. Ciro Gomes citou a escalada da criminalidade em seu estado de origem, o Ceará, que teve rebeliões em presídios e precisou de auxílio de forças federais para conter a crise. “Temos especialistas para nos auxiliar nas soluções, estamos montando nossas propostas. Mas a situação [da violência urbana no país] nos causa absoluta perplexidade”, ressaltou.

 

 

 

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