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Visto como um dos principais articuladores do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) diz não ter decidido se será candidato à Presidência do Senado no ano que vem. O emedebista, que comandou a Casa por três ocasiões, foi questionado nesta terça-feira (6/11) sobre a relação que teria com o presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Renan e o militar divergem em diversos assuntos. Um dos mais espinhosos é o fim do Estatuto do Desarmamento. O alagoano foi um dos mentores do texto em rigor desde 2003.

“Ainda não defini se sou candidato. Defendo o desarmamento porque defendo ao Brasil uma cultura de paz. Mas há muita confusão em relação ao que houve naquele período que nós avançamos em relação a isso. Eu fui o relator de uma lei que proibiu a venda de armas no Brasil. Depois que aprovei, tive a oportunidade de fazer um referendo, de chamar a sociedade”, disse o senador.

O projeto de lei que revoga o Estatuto do Desarmamento está pronto para ir à análise do plenário da Câmara. No entanto, a deliberação da proposta deve ficar apenas para o ano que vem, com a formação de um novo Congresso Nacional.

Nesta terça, Renan Calheiros participou da sessão solene sobre os 30 anos da Constituição Federal. O presidente Michel Temer e Bolsonaro participaram do evento no plenário da Câmara.