PSL sobre Bolsonaro: “Projetos familiares e pouco republicanos”

Em nota, o partido avisa que não foi comunicado a respeito dos pedidos de desfiliação do presidente e do senador Flávio Bolsonaro

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 13/11/2019 20:08

O Partido Social Liberal (PSL) informou, nesta quarta-feira (13/11/2019), em nota, não ter recebido os pedidos oficiais de desfiliação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um de seus filhos. Nessa terça-feira (12/11/2019), deputados se reuniram com o chefe do Executivo e informaram que ele anunciou a saída do partido.

Na manifestação, a sigla criticou os “projetos personalistas e familiares” e afirmou que essas iniciativas “soam pouco republicanas em um momento em que se procura conferir transparência à vida pública e, sobretudo, política”.

Até agora, Bolsonaro não se manifestou oficialmente sobre a situação. Na nota, o PSL alega que “segue à risca a legalidade, a lei eleitoral e a Constituição. E continua comprometido com os ideais e valores que elegeram o presidente Jair Bolsonaro e o conservadorismo nos costumes”.

Com um racha estabelecido no partido, o PSL desejou sorte aos que se alinharão a Bolsonaro e Flávio – que visam à criação de uma sigla, a “Aliança pelo Brasil”. “Ficam os votos de boa sorte àqueles que queiram acompanhar o presidente da República e seu filho. Nossa missão é com o povo brasileiro.”

A mudança de legenda foi anunciada por Bolsonaro após uma série de divergências com o presidente do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (CE). No mês passado, Bolsonaro disse a um apoiador para “esquecer” o partido, acrescentando que Bivar está “queimado para caramba”.

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