*
 

O Partido Social Liberal (PSL) realizou solenidade nesta quarta-feira (7/3), na Câmara dos Deputados, para comemorar a filiação do deputado federal Jair Bolsonaro. O parlamentar carioca pretende concorrer à Presidência da República pela nova sigla, nas eleições deste ano, que serão realizadas no mês de outubro.

Em janeiro, o político anunciou que deixaria o Partido Social Cristão (PSC) para se tornar o pré-candidato ao Planalto do PSL. Na cerimônia, Bolsonaro disse que “começou o plano”. Segundo afirmou, já pretendia concorrer à Presidência em 2014, mas se questionava sobre como alcançaria o posto “sem dinheiro, sem conchavos” e sem um “grande partido”.

A expectativa é que de 10 a 15 deputados também migrem para a legenda, para formar a tropa de choque do pré-candidato durante a campanha eleitoral. Os parlamentares que devem migrar para o PSL têm em comum com Bolsonaro a defesa de pautas mais conservadoras ligadas ao agronegócio, à religião e à segurança pública.

Ao se filiar ao PSL, o pré-candidato ao Planalto disse que vai se empenhar em eleger o maior número de parlamentares para endurecer leis penais, evitar o desarmamento e garantir maioria no Legislativo.

Interrompido por gritos de “mito”, “messias” e “presidente”, ele disse a uma plateia de militantes que lotou um auditório da Câmara que tentará levar um maior número de policiais e integrantes das Forças Armadas para o Congresso. “A bancada da bala, chamada assim de forma jocosa, vai se transformar na bancada da metralhadora.”

Entre as bandeiras levantadas pelo deputado estão a revogação do Estatuto do Desarmamento, a redução da maioridade penal e regras mais duras sobre o aborto. A filiação do grupo pró-Bolsonaro ao PSL está sendo coordenada pelo deputado paranaense Fernando Francischini, que vai deixar o Solidariedade para reforçar o apoio ao presidenciável no PSL. Eduardo Bolsonaro, filho do pré-candidato, também seguirá os passos do pai, trocando o PSC pelo PSL.