PSL libera bancada para apoiar manifestações a favor do governo

Segmentos do partido estavam divididos quanto aos protestos, marcados para o próximo domingo (26/05/2019)

Valter Campanato/Agencia BrasilValter Campanato/Agencia Brasil

atualizado 21/05/2019 18:38

O PSL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, deixará os parlamentares livres para apoiar as manifestações a favor do governo, marcadas para o próximo domingo (26/05/2019). A decisão do presidente da sigla, Luciano Bivar, ocorreu após reunião dos parlamentares nesta terça-feira (21/05/2019), na sede da diretoria nacional, em Brasília.

“Eu vou participar. Nós vamos estar nas ruas. O movimento não foi criado pelo governo, foi espontâneo. Então, estaremos lá em apoio ao presidente”, disse Bivar. Questionado sobre quantos integrantes da bancada vão à manifestação, ele não soube contabilizar, mas disse que “acredita que a maioria vai apoiar”.

Segmentos do partido estavam divididos quanto às manifestações marcadas para o próximo domingo. Bivar tinha receio de anunciar apoio institucional ao protesto, por “não ter controle” sobre as bandeiras que serão levantadas pela militância. Ele chegou a dizer nesta terça que o protesto não fazia sentido. Isso porque, nas redes sociais, internautas inflamam o discurso contra os trabalhos feitos pelo Congresso como uma das pautas da marcha. O presidente do PSL temia que isso desgastasse a relação do Executivo com o Parlamento.

“Isso é uma preocupação. Não aderindo institucionalmente, evita um desgaste político. A gente está tão bem com os outros partidos, por isso o receio que leve para um tom partidário. Admiramos o comportamento do presidente da Casa, Rodrigo Maia, e do Congresso”, destacou.

Mais cedo, Bivar havia se posicionado contrário à manifestação, chegou a dizer que o protesto não fazia sentido. “Nós fomos eleitos democraticamente, institucionalmente. Não há crise ética, não há crise moral. Estão se resolvendo os problemas das reformas. Então, eu vejo sem sentido essa manifestação, mas toda manifestação é válida. É um soluço do povo para expressar o que ele está achando”, disse Bivar, ao chegar no gabinete da liderança do PSL na Câmara.

O presidente Jair Bolsonaro já afirmou que não deve ir às manifestações. Para Bivar, é completamente “natural”, uma vez que o movimento não é do governo. “Não tem por que ele estimar ir a um movimento que ele não criou”, ressaltou. Perguntado se isso seria uma ferramenta para não associar o governo às medidas defendidas nas ruas, o presidente do PSL concordou. “Não vai ter ressonância e tem caráter apartidário.”

Mais cedo, após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), afirmou que, independentemente da posição do partido quanto à marcha, ele seria o primeiro a chegar na Avenida Paulista.

Quanto à decisão de alguns parlamentares de não apoiarem o protesto, Olímpio disse que é “respeitável”, mas que aqueles que quiserem comparecer ao evento irão como “cidadãos”.

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