Previdência: PSL não chega a acordo sobre mudanças para policiais

Major Vitor Hugo afirmou que ainda está tentando costurar detalhes antes da apresentação do texto do relator

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênciia BrasilFabio Rodrigues Pozzebom/Agênciia Brasil

atualizado 01/07/2019 20:15

Deputados do PSL se reuniram nesta segunda-feira (01/07/2019) com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir a alteração das regras no texto da reforma da Previdência para policiais federais e policiais federais rodoviários. O líder do governo na Câmara, Major Vítor Hugo (PSL-GO), disse que Maia está aberto ao diálogo, mas disse que ainda não há acordo.

“Nesse momento estamos formulando um acordo, ainda não chegamos no texto final. A nossa intenção é fazer com que completemos o voto do [relator] Samuel, de maneira que atenda às especificidades das carreiras policiais”, disse o líder.

Na última terça-feira (25/06/2019), o governo federal anunciou que vai igualar parte das regras de aposentadoria de policiais e professores dentro da reforma da Previdência. Segundo o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, a idade mínima para policias terminarem o seu serviço será de 55 anos, com 25 anos de contribuição para mulheres e 30 para os homens. “Os proveitos da aposentadoria serão integrais”, frisou.

Vitor Hugo disse, porém, que não iria entrar em detalhes sobre o novo acordo para não “criar expectativas” e evitar que haja desidratação.

“Queremos chegar em um acordo que possibilite a votação. Agora, se houver algum tipo de desidratação será algo de pequena monta, até porque a polícia federal, se conseguir tudo que haviam proposto, o impacto calculado indicado por eles é algo menor que R$ 4 bilhões em 10 anos”, disse.

Vítor Hugo disse ainda que os estados e municípios continuam fora da reforma da Previdência. Até o momento, guardas municipais, polícias civis e militares não fazem parte da construção do acordo.

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