Previdência: líder do PSL diz que partido não cogita mudar novo texto

Delegado Waldir afirmou, ao chegar na residência oficial da Câmara, que sua legenda "tem sido solução"

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atualizado 08/07/2019 18:34

Ao chegar na residência oficial da Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (08/07/2019), o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), afirmou que o partido não pensa em nenhuma mudança ou apresentar destaques ao novo relatório da Previdência aprovado na comissão especial que analisou a reforma. “O que o Maia pedir, o partido faz”, disse o parlamentar, que participou de uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, para discutir possíveis alterações no novo texto da reforma da Previdência.

“O PSL tem sido solução, tem que usar como exemplo”, disse o Delegado Waldir. Ele assegurou que o governo hoje conta com mais de 308 votos para a aprovação da reforma. “Não tem como ser adivinho, mas tem mais de 308 [votos]. Isso é certeza”, disse o líder. “O texto do relator está perfeito, pronto para ir ao plenário e ser aprovado”, garantiu.

Já o líder do partido Solidariedade na Câmara, Augusto Coutinho, disse, após sair de reunião na residência oficial da Câmara, que o plano é votar o texto original da reforma da Previdência até a sexta-feira (12/07/2019).

“A intenção que a gente ouve de todos é para tentar minimizar qualquer tipo de dificuldade para que a gente some os votos e consiga ter os 308 necessários para aprovação da reforma”, ressaltou o parlamentar.

Comprometer a votação
Coutinho afirmou, ainda, que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), tem dado demonstrações de que a intenção do governo é votar a matéria da forma que ela foi encerrada na comissão especial da Previdência.

“Se o governo titubear [na questão dos policias federais na reforma], pode comprometer o todo da votação”, garantiu Coutinho.

“Se você coloca dos partidos que estão dispostos e convencidos a votar a Previdência, se o próprio partido do governo cria dificuldades em matérias que não estão combinadas, é óbvio que vai trazer dificuldades”, encerrou o líder partidário.

Já o deputado José Nelto (PODE-GO) afirmou que no momento ainda há muitas dúvidas e questionamentos sobre os votos em relação à aprovação da reforma da Previdência.

“Na hora de contar voto alguém vai no hospital, alguém viaja, a mãe tem dor de barriga. Por isso, é preciso ter muita cautela na questão de contagem de votos”, disse o parlamentar.

Segundo ele, após conversas nesta segunda com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário de governo, Luiz Eduardo Ramos, a orientação é manter o texto da forma que votada na comissão especial da Previdência.

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