“Polícia vai mirar na cabecinha e… fogo”, diz novo governador do RJ

Wilson Witzel (PSC) defende execução de bandidos com fuzis e, antes de assumir, já fala em reeleição

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOJOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 01/11/2018 15:56

Eleito governador do Rio de Janeiro com discurso apoiado no combate à corrupção e ao tráfico de drogas, além da promessa de promover o desenvolvimento econômico, Wilson Witzel (PSC) reafirmou que policiais que matarem quem portar fuzis não devem ser responsabilizados “em hipótese alguma”.

Segundo Witzel, a autorização para o “abate”, a ser oficializada, não aumentará a letalidade no estado – hoje, são cerca de 500 registros por mês, ou 16 assassinatos por dia. Para o futuro governador, a medida reduzirá o número “de bandidos de fuzil em circulação”.

“O correto é matar o bandido que está de fuzil. A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro”, afirmou o governador eleito, que é ex-juiz federal, nascido em Jundiaí (SP), e novato na política.

Witzel ainda chamou os antecessores no governo do estado do Rio de “constelação de pilantras” e disse que vai pedir à futura gestão Jair Bolsonaro (PSL), um aliado, a permanência das Forças Armadas de janeiro até outubro de 2019, dez meses além do prazo do decreto da intervenção federal na segurança.

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