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PF liga doações ao PMDB a propinas de Belo Monte, diz jornal

O partido teria recebido 159,2 milhões de reais nas eleições de 2010, 2012 e 2014. O montante é mais do que o dobro dos R$ 65 milhões que as principais empresas investigadas na Lava Jato doaram oficialmente para a campanha de Dilma em 2014

PAC/Divulgação
Paulo Lannes
 

A Polícia Federal aponta indícios de que o PMDB e que os senadores do partido Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO) receberam propina de empresas que construíram a usina de Belo Monte por meio de doações legais, de acordo com relatório que integra inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Um documento, sigiloso, mostra o volume de contribuições que o PMDB recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica: 159,2 milhões de reais nas eleições de 2010, 2012 e 2014. O valor é a soma de doações oficiais de nove empresas que integram o consórcio para o diretório nacional, diretórios estaduais e comitês financeiros do partido.

O montante é mais do que o dobro dos R$ 65 milhões que as principais empresas investigadas na Lava Jato (Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Engevix, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia) doaram oficialmente para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014.

De acordo com delatores da Lava Jato, o consórcio que fez a obra da usina teve de pagar suborno de 1% sobre o valor do contrato, de R$ 13,4 bilhões. O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, por exemplo, teria afirmado que o suborno seria de R$ 134 milhões.

O PMDB e os senadores citados no relatório da PF negaram ter recebido suborno por meio de contribuição oficial. Nota do partido publicada na reportagem afirma que “o PMDB sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país”.

“Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral”, diz a nota do PMDB.

 

 

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