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Futuro ministro da Economia na gestão de Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes defendeu, nesta terça-feira (6/11), que o governo tem de dar uma “prensa” no Congresso Nacional a fim de que o atual texto da reforma da Previdência seja apreciada até o fim deste ano. Caso a proposta de Michel Temer não seja aprovada, caberá ao presidente eleito trabalhar com uma “reforma diferente” no próximo ano, afirmou Guedes. As informações são de O Globo.

“O presidente tem os votos populares e o Congresso, a capacidade de aprovar ou não. A bola está com eles. Prensa neles. Se você perguntar para o futuro ministro, ele está dizendo o seguinte: ‘prensa neles’”, declarou. “Pede a reforma, pede a reforma. É bom para todo mundo”, completou Guedes, antes de se reunir com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

A fala do economista provocou reação negativa do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que gargalhou ao tomar conhecimento da declaração do futuro ministro de Bolsonaro. “Paulo Guedes se expressou mal ou não sabe como funciona o Congresso”, disparou o emedebista.

“Todos vocês sabem que estamos proibidos pela própria Constituição de fazermos qualquer movimentação, qualquer emenda por causa da intervenção no Rio de Janeiro. O primeiro passo para se tramitar qualquer alteração na Constituição é ser levantada a intervenção do Rio, coisa que ainda não aconteceu”, pontuou o presidente do Senado.

Número que passa
No início da tarde desta terça, Bolsonaro também defendeu que a reforma da Previdência seja analisada ainda neste ano e que seja aprovada uma idade mínima para aposentadoria. Se não os 65 anos – idade proposta pelo governo Temer –, pelo menos 62, que, para o presidente eleito, é um número que “passa” no Congresso.

Guedes afirmou que será feita uma “sondagem” entre os parlamentares com o objetivo de verificar se há apoio político para votar a medida. Ele ressaltou que Bolsonaro não pode ser derrotado no Congresso antes mesmo do início do governo.

“Na minha cabeça, hoje tem Previdência, Previdência e Previdência. Por favor, classe política, nos ajude a aprovar a Previdência, nos ajude a fazer isso rápido”, pediu o economista.