“Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro

O mandatário da República disse, em café da manhã com jornalistas de veículos internacionais, que o Brasil é o "país das bolsas"

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 19/07/2019 13:24

Em café da manhã com jornalistas estrangeiros, na manhã desta sexta-feira (19/07/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não há fome no Brasil. “Não se vê gente, mesmo pobre, pelas ruas, com físico esquelético”, disse.

Bolsonaro criticou políticos que usam essa situação em discursos e os chamou de populistas. “O Brasil é um país rico para praticamente qualquer plantio. Fora que passar fome no Brasil é uma grande mentira”, pontuou. Segundo o mandatário da República, o brasileiro pode até passar mal por não comer bem, mas “passar fome, não”. E frisou que a situação brasileira não é igual à de outros “países pelo mundo”.

De acordo com o titular do Planalto, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, e depois com o Partido dos Trabalhadores, foi adotada a ideia de que a distribuição de riquezas é “criar bolsas”. “É o país das bolsas. O que faz tirar o homem ou a mulher da miséria é o conhecimento”, salientou.

O presidente defendeu ainda que “os políticos que criticam a fome no Brasil têm que se preocupar e estudar um pouco mais as consequências [de dar bolsas]”.

Depois remediou
Após participar de evento no Ministério da Cidadania em homenagem ao Dia Nacional do Futebol, Bolsonaro voltou a comentar o assunto. Irritado com o questionamento de jornalistas, o chefe do Executivo esclareceu sua declaração.

“O brasileiro, de maneira geral, come mal, alguns passam fome. É inaceitável que um país como o nosso, com as nossas riquezas, com grandes solos passíveis de serem produtivos, a gente tenha alguém que passe fome”, explicou.

O presidente voltou a criticar o “assistencialismo dos governos do PT”. Para Bolsonaro, a fome é combatida de outra forma. “É o conhecimento que tira as pessoas dessa realidade, não programas assistenciais e bolsas. Viramos por um tempo o país das bolsas”, concluiu.

Últimas notícias