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A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e o Grupo de Trabalho Perus (GTP) anunciaram nesta segunda-feira (3/12) uma nova identificação de restos mortais. Trata-se de Aluizio Palhano Pedreira Ferreira, desaparecido em 9 de maio de 1971, em São Paulo. Ele era integrante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. A informação é da coluna da Andreza Matais, do jornal O Estado de S.Paulo.

Em 1971, Ferreira foi preso e torturado pela ditadura militar nas dependências do DOI-Codi de São Paulo, unidade militar então comandada pelo coronel Carlos Brilhante Ustra (1932-2015).

De acordo com a reportagem, o anúncio foi feiro durante o I Encontro Nacional de Familiares promovido pela comissão. O encontro reúne cerca de 135 familiares de mortos e desaparecidos políticos. Os restos mortais foram retirados de uma vala individual no cemitério de Perus, em São Paulo.

“É importante porque as pessoas estão reiterando seu compromisso de continuar a busca. É um evento realizado por um órgão de Estado, de governo. Vai se lutar para que esse órgão não seja extinto”, disse a deputada Luiz Erundina (PSOL-SP), que foi homenageada no evento, Quando era prefeita de São Paulo, Erundina determinou a investigação no cemitério de Perus.