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Entrevistado desta segunda-feira (4/6) do programa Roda Viva, da TV Cultura, o pré-candidato à Presidência da República senador Alvaro Dias (Podemos-PR) defendeu a “refundação da República” como primeira medida de um eventual governo, caso saia vencedor das eleições de outubro deste ano. Segundo o presidenciável, o sistema atual privilegia corruptos e garante benefícios e elitismos à classe política.

“Esse modelo foi transplantado para estados e municípios e distribuiu incompetência e corrupção. A ‘refundação’ passaria por um conjunto de medidas que inclui a diminuição de quadros do Executivo e Legislativo e a redução de certos privilégios, não só no campo legal, como no campo material também”, argumentou o senador, referindo-se a benefícios pagos a autoridades e garantias por prerrogativas de funções.

Questionado sobre ser um velho representante do modo antigo de fazer política, além de já ter trocado de sigla algumas vezes, Alvaro Dias se defendeu, afirmando ter trocado de partido sempre devido a divergências políticas com as siglas. De acordo com o senador, essa é a fotografia do sistema brasileiro. “Nós temos de condenar e substituir. Eu combati esse sistema por dentro, mudei insatisfeito e hoje estou aqui pedindo o rompimento”, disse.

Alvaro Dias também se posicionou sobre temas polêmicos, como a liberação do porte de armas para a população. O senador declarou ser favorável ao direito do cidadão de portar arma de fogo. “Nós tivemos um plebiscito que votou não contra o desarmamento. Portanto, é uma sinalização de que o cidadão quer legítima defesa, porque o estado tem sido incompetente na sua missão de oferecer segurança”, destacou.