MP do Rio erra em investigação sobre negócios de Flávio Bolsonaro

O órgão citou 12 salas comerciais como sendo do parlamentar, adquiridas por R$ 2,6 milhões. No entanto, ele teve apenas os direitos de uso

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 04/06/2019 11:35

O Ministério Público do Rio de Janeiro cometeu um erro na investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ao citar 12 salas comerciais, os promotores indicaram que o parlamentar teria adquirido os imóveis por R$ 2,6 milhões. No entanto, ele teve apenas o direito de uso. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

As salas apontadas, localizadas na Barra da Tijuca, no Rio, não estavam quitadas e uma outra empresa pagava as prestações. Se a informação do MP estivesse correta, Flávio teria problema com a Justiça Eleitoral, pois o senador informou ter apenas 10% do valor das salas em 2010, de acordo com o jornal. Em 2014, no pleito seguinte, ele não mencionou os bens. No entanto, o valor informado como patrimônio não corresponderia ao de compra e venda dos imóveis.

O que Flávio fez foi uma operação de cessão de direitos. Dessa forma, o valor desembolsado por ele não chegou ao montante total do imóvel. A empresa MCA Participações Ltda., sediada no Panamá, assumiu a dívida.

Investigação
O parlamentar, além de 85 pessoas e nove empresas tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados a pedido do MP. O órgão abriu investigação após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar em relatório movimentações bancárias atípicas. O ex-assessor de Flávio Fabrício Queiroz também levantou suspeitas com saques e depósitos em dinheiro vivo.

Procurados pela reportagem, nem o Ministério Público do Rio nem a assessoria de Flávio Bolsonaro quiseram comentar o caso.

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