Mourão: “Primeiros dois anos são pra reorganizar a crise fiscal”

Presidente em exercício alega, porém, que no próximo ano haverá menos contingenciamentos de verbas, por conta de previsão mais realista

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 10/09/2019 19:30

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta terça-feira (10/09/2019) que no ano que vem o serviço público não sofrerá com seguidos contingenciamentos de recursos — o que não significa que haverá dinheiro sobrando.

“Ano que vem não terá contingenciamento, porque o financeiro acompanhará a dotação. Essa é a ideia do Ministério da Economia. A gente vai ter menos recurso, mas já sabe desde o começo do ano que vai ter aquele recurso”, explicou o vice, que ocupa a presidência enquanto o titular Jair Bolsonaro se recupera de cirurgia em São Paulo.

“Mas não vai ser suficiente [para destravar projetos atrasados]. A gente sabe que esses dois primeiros anos do governo é pra reorganizar a crise fiscal que o país passa”, disse ainda Mourão ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto. “Temos uma quantidade de despesa obrigatória muito grande e que a gente tem que tentar reverter”, concluiu.

A falta de verba, ainda segundo o vice, não deve afetar programas mais antigos, como a compra dos caças suecos Gripen. O Brasil recebeu nesta terça a primeira das 36 unidades compradas ainda em 2014. “É um contrato antigo, com verba de financiamento internacional. Está seguro”, disse Mourão.

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