#MoroSuaCasaCaiu: novos diálogos entram no top 1 do Twitter Brasil

O ex-juiz teria pedido a inclusão de provas, reprovado delações, atrasado operações e atuado como chefe do MPF em conversas vazadas

Rafaela Felicciano /MetrópolesRafaela Felicciano /Metrópoles

atualizado 05/07/2019 11:46

Os novos diálogos vazados entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato, publicados na manhã desta sexta-feira (05/07/2019) pela revista Veja, viraram, novamente, o assunto mais comentado nas redes sociais. No Twitter, por exemplo, a hashtag #MoroSuaCasaCaiu é a primeira dos assuntos do momento no Brasil.

Os tuiteiros de plantão não perderam a oportunidade para comentar o vazamento – e o clima se polarizou mais uma vez. De um lado, os memes viralizaram, enquanto de outro a defesa do ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública se estabeleceu.

Outros quatro nomes, ligados às novas publicações de conversas, também são alvo dos usuários: Fachin, Fausto Silva, Revista Veja e Faustão.

Reprodução

Fachin
Em conversa com colegas do Ministério Público, Deltan Dallagnol se mostrou alegre ao sair de um encontro com o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de julho de 2015. “Caros, conversei 45 minutos com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”, vibrou.

Fausto Silva
Em outro diálogo, ao conversar com Dallagnol, Sergio Moro contou que se encontrou com Fausto Silva, da Rede Globo. O ex-juiz pontuou que o apresentador o cumprimentou pelo trabalho na Lava Jato e deu conselhos para melhorar as falas dos investigadores. “Ele [Faustão] disse que vcs [procuradores] nas entrevistas ou nas coletivas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender”, escreveu o atual ministro da Justiça.

Entenda
Em novos diálogos obtidos pelo site The Intercept Brasil e publicados pela revista Veja nesta sexta, Moro teria pedido a procuradores da força-tarefa da Lava Jato que incluíssem provas em processos que julgaria depois, além de ter feito pressão para frear delações, acelerado ou atrasado operações e atuado como chefe do Ministério Público Federal (MPF).

Em uma das conversas divulgadas pela revista, feitas no aplicativo Telegram, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, informa à procuradora Laura Tessler que Moro alertou para o fato de faltar um dado na denúncia contra Zwi Skornicki, representante de estaleiro que pagou propinas a funcionários da Petrobras.

“Laura, no caso do Zwi, Moro disse que tem um depósito em favor do [Eduardo] Musa e se for por lapso que não foi incluído, ele disse que vai receber amanhã e dá tempo. Só é bom avisar”, frisou Dallagnol.

Ele também teria reprovado um possível acordo de delação com o ex-deputado Eduardo Cunha e cobrado uma manifestação do Ministério Público Federal sobre um dos réus da Lava Jato.

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