Michelle Bolsonaro busca residência oficial pequena e confortável

Futura primeira-dama visita nesta quarta-feira o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto.

Michael Melo / MetrópolesMichael Melo / Metrópoles

atualizado 22/11/2018 7:09

Em sua primeira passagem por Brasília desde as eleições, a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, conversou brevemente com jornalistas na manhã desta quarta-feira (21/11) durante visita ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição.

Simpática e sorridente, ela disse que a família escolherá o “menor” lugar para morar, entre o Palácio do Alvorada e a residência da Granja do Torto, e que terá uma missão social no governo, relacionada à comunidade de surdos, pessoas com deficiências e síndromes.

Michelle disse ter vários projetos em mente, mas que pensará e colocará em prática depois da posse, em 1º de janeiro. “Todos os projetos sociais possíveis, até porque era algo que eu fazia antes de me casar com o Jair [Bolsonaro]. Então eu tenho um chamado para a causa social”, explicou.

Nesta quarta, ela visitará o Alvorada e a Granja. Parte da agenda será feita com a atual primeira-dama, Marcela Temer. “Ela me convidou para conhecer o Palácio”, disse.

Sobre a escolha de morar na Granja do Torto ou no Alvorada, disse que vai optar pelo menor. “O menor possível. Tenho uma filha pequena (Laura), de oito anos. Gostaria que ela se sentisse mais confortável possível.”

 

Na quinta, Michelle participará do casamento do futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Na sexta, retorna ao Rio de Janeiro. Ela disse ainda que retornará a Brasília na próxima semana.

Restauro do Palácio
Caso a família Bolsonaro opte por ficar no Alvorada, vai encontrar um palácio repaginado. Pela primeira vez, o interior da residência oficial da presidência retoma o projeto original de Oscar Niemeyer. O custo para recuperar o acervo e mobiliário da primeira construção de alvenaria da nova capital e do Palácio do Planalto chegou a R$ 3,8 milhões.

O trabalho foi desenvolvido por uma equipe de curadoria montada pelo presidente Michel Temer (MDB) para restaurar o palácio como nos planos originais do autor e da decoradora oficial do projeto, a filha Anna Maria Niemeyer. Esta é a primeira tentativa, desde a construção do edifício, de manter os móveis como foram inseridos originalmente.

Mesmo sem moradores, uma equipe de mais de 20 pessoas trabalha diariamente para manter tudo em ordem na expectativa de que a família do presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, ocupe suas suítes em 2019.

 

 

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