Marina critica clima de plebiscito “entre a cruz e a espada”

Candidata da Rede afirmou que o país precisa de união. "População brasileira tem uma grande responsabilidade", disse a ex-ministra

atualizado 23/09/2018 16:10

A candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede) criticou o tom de violência usado por concorrentes durante a campanha. Para ela, o país precisa de união. “Nós queremos um Brasil unido e a população brasileira tem uma grande responsabilidade. Não podemos permitir que as eleições se transformem em um plebiscito, uma escolha entre a cruz e a espada”, afirmou.

Marina percorreu um trecho da Feira do Largo da Ordem, em Curitiba, na manhã de domingo (23/9), por cerca de duas horas. Acompanhada do candidato a vice, Eduardo Jorge, do candidato ao Senado, Flávio Arns (Rede), e ao governo do Paraná, Jorge Bernardi (Rede), a candidata fez uma pausa para o almoço. A agenda da tarde inclui uma visita à Pastoral da Criança, coordenada por Zilda Arns – tia do candidato Flávio Arns – durante vários anos.

Sobre a disputa eleitoral, Marina voltou a citar o clima em que está o pleito e se colocou como a alternativa a isso.

“(Contra) A cruz da corrupção e a espada que estimula o ódio e o preconceito, nós somos a mudança que o Brasil precisa, as coisas boas vamos preservar e as coisas erradas nós vamos reparar e punir.”

Para a candidata, há necessidade de uma mudança cultural em todo o país.

“(Tem que) acabar com essa história de “rouba, mas faz; rouba, mas é de direita; rouba, mas faz reformas; rouba, mas qualquer coisa”. Tem que fazer sem roubar, porque quando não rouba, se faz mais. Tem que acabar o estímulo à violência, o desrespeito, porque quando a gente está unido a gente faz mais e faz melhor”.

A candidata também afirmou que o país crescerá sob seu governo e o investimento prioritário será em educação. “Seis por cento do PIB já são investidos, vamos combater a corrupção e fazer o país crescer, mas com o que temos dá para fazer e muito melhor”, e citou planos de carreira para mais professores. “São 2 milhões que atendem a 50 milhões de crianças e adolescentes”, disse.

Além disso, garantiu também a criação de dois milhões de empregos em energia solar. “Vamos criar dois milhões de novos empregos em energia solar, um novo ciclo de prosperidade econômica e social”, afirmou.

Adversária
A candidata a vice de Ciro Gomes (PDT), Katia Abreu, também circulou na Feira do Largo da Ordem juntamente com os candidatos ao Senado, Nelton Friedrich (PDT) e Roberto Requião (MDB), além de João Arruda (MDB), candidato ao governo estadual.

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