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Política

Maia descarta texto único do projeto de prisão em 2ª instância

O cenário que o presidente da Câmara dos Deputados julga possível é de que apenas uma matéria seja escolhida para ser aprovada no Congresso

Gabriela Vinhal25/11/2019 13:35, atualizado 25/11/2019 16:47
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ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
RODRIGO MAIA

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (25/11/2019) que é possível ter um acordo com o Senado Federal para que apenas uma proposta de emenda à constituição (PEC) que permite prisão em 2ª instância seja aprovada no Congresso Nacional.

No entanto, o democrata acredita não ser possível um texto único entre as duas Casas. Isso porque já houve aprovação de um projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e porque a comissão especial para analisá-lo será instalada, ao passo que há ainda outra matéria em discussão na CCJ do Senado.

“A Câmara já tomou sua decisão, estamos instalando comissão. A posição da Câmara já está tomada. Não estou brigando por protagonismo. Não tem como [ter um texto] em conjunto, mas pode ter um acordo de uma PEC que vai caminhar na Câmara e depois no Senado. Esse acordo pode fazer”, pontuou Maia.

Segundo o político fluminense, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) é quem está coordenando essa negociação. Nesta terça-feira (26/11/2019), pela manhã, haverá reunião de líderes na Residência Oficial para que o tema seja deliberado. “É o Davi que está organizando. Se ele me convidar, estarei lá”, disse sobre o encontro.

A CCJ do Senado faria uma audiência pública no colegiado, aprovada por meio de requerimento na semana passada, para discutir a prisão em 2ª instância. No entanto, a sessão foi adiada e uma nova data será marcada. A votação do Projeto nº 166/2018, que seria votado na quarta (27/11/2019), também deverá ser reagendado.