Líder do PSL sobre crise: “Que nem mulher traída, apanha e volta”

Sobre ter chamado o presidente de vagabundo, Delegado Waldir diz: “Que nem mulher traída. Apanha, não é? Mas mesmo assim volta ao aconchego

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 18/10/2019 9:51

O deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), líder do PSL na Câmara, mesmo com a pressão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para tirá-lo do cargo, recuou e disse, nesta quinta-feira (17/10/2019), que não tem nada que possa usar para “implodir” o presidente, como prometeu. Ele afirmou, também, que quer pacificar a bancada do partido. São informações do G1.

O parlamentar fez essas declarações ao ser questionado sobre a gravação na qual afirmar querer “implodir” Bolsonaro, a quem chamou de “vagabundo”. Waldir participava de um almoço do presidente do PSL, Luciano Bivar, com aliados.

Segundo o deputado, a declaração, dada em meio à crise que atinge o PSL, foi feita em um “momento de emoção”. “O que o senhor tem para implodir o presidente?”, indagou um jornalista. “Nada. É só questão de… É uma fala de emoção, né? Um momento de sentimento”, respondeu o líder.

“É uma fala num momento de emoção, né? É uma fala quando você percebe a ingratidão. Tenho que buscar as palavras. Tenho que buscar as palavras”, acrescentou.

Mulher traída
Questionado, então, se a crise passou, ele respondeu: “Nós somos Bolsonaro. Nós somos que nem mulher traída. Apanha, não é? Mas mesmo assim ela volta ao aconchego”.

Na sequência, o deputado declarou ser possível “pacificar” a bancada do PSL. De acordo com ele, os 53 parlamentares votarão “integralmente” conforme os interesses do governo. “Não tem nenhuma ruptura, não tem nenhuma perseguição, não tem nada”, completou.

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