“Ingratidão? Jamais”, diz Onyx sobre Bolsonaro ao deixar cargo

Ministro vinha perdendo força na Casa Civil e, agora, vai comandar o Ministério da Cidadania

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 14/02/2020 13:09

O ex-ministro da Casa Civil, recém nomeado para chefiar o Ministério da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), negou que a retirada de poderes de sua pasta dentro do Palácio do Planalto e a nomeação do militar Walter Souza Braga Netto para o cargo que ocupava seja um ato de ingratidão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Antes de 2018, quando a candidatura de Bolsonaro à Presidência ainda não tinha muitos apoios formais, Onyx abraçou a ideia e foi um dos primeiros apoiadores do então deputado federal do baixo clero.

Onyx foi questionado por jornalistas da Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira (14/02/2020), se o presidente não havia sido ingrato a ele ao substituí-lo. “Ingratidão? Jamais”, cravou o ministro. Eleito deputado pelo Rio Grande do Sul, Lorenzoni foi um dos principais articulares da campanha de Bolsonaro e chefiou a transição de governo.

“Quando eu voltei das férias, me disseram: ah, o senhor ‘tá’ perdendo poder. Em nenhum governo o PPI [Programa de Parcerias de Investimentos] esteve na Casa Civil”, relativizou.

O democrata também comparou suas funções dentro do governo a um time de futebol. “Eu jogo nas cinco [posições]. Agora, troquei de camisa e o presidente quer que eu vá fazer gol, e eu vou”, disse.

Onyx também respondeu se havia sido alvo de insatisfação por parte de outros membros da gestão de Bolsonaro. Sem citar nomes, ele apenas disse que a função da Casa Civil é ser “escudo para o presidente” e isso causa problemas.

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