Guedes sobre Bolsonaro tentar privilegiar policiais: “Ingenuidade”

Quanto à aprovação da Previdência na comissão especial, o ministro disse que a maioria dos deputados quer "botar o país para funcionar"

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 04/07/2019 22:23

O ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou, nesta quarta-feira (04/07/2019), o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de tentar emplacar regras mais suaves, dentro da reforma da Previdência, para policiais que servem à União. Segundo o ministro, o presidente tem bons princípios, mas tem “uma ingenuidade ou outra”, como nesse caso.

“Eu tenho convivido com o presidente e não vejo um milímetro de comportamento dele que fosse (…), a não ser uma ingenuidade ou outra, uma coisa ou outra tipo: ‘não dá para ajudar aquele ali não?”. Como ocorreu agora com a Previdência. E eu disse ‘presidente, é o Congresso que está com a reforma, jogo que segue, a bola está com eles'”, afirmou Guedes, em evento promovido pela XP Investimentos em São Paulo.

O ministro ressaltou que a aprovação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara é a “comprovação da tese de que a maioria [dos parlamentares] quer botar [o país] para funcionar”. “Tem uma ou outra criatura do pântano, que vive no paleolítico, mas muita gente quer acertar”, afirmou.

Guedes disse que não só reafirma sua confiança no Congresso mas também no presidente Jair Bolsonaro. “É um homem firme, determinado, tem propósitos muito bem definidos”, disse. “O que há é um problema de comunicação. A maioria do Congresso quer o bem do país, o presidente também”, disse.

Rádio patrulha
O ministro acredita que há uma mudança em curso na forma como se faz política. Para ele, a velha política se exauriu, abrindo espaço para a nova política. O que favorece esse cenário, ele disse, é que a própria classe política está preocupada, pois os políticos, ele acredita, não querem mais ficar fugindo da “rádio patrulha”.

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