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Futura ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina nega conflito de interesses em relação à JBS. Na manhã desta quinta-feira (8/11), a deputada federal e líder ruralista confirmou ter negócios com a empresa. Ela tem participação em uma propriedade alugada pela JBS.

“Eu tenho uma propriedade, um condomínio com meus irmãos. Sou a inventariante e minha família arrenda um confinamento para a JBS, que é do lado da nossa propriedade há muitos anos”, declarou.

Atualmente, Tereza Cristina é presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA). Segundo ela, a participação no negócio corresponde a 1/5 da propriedade. Na visão dela, o conflito de interesses ocorreria apenas se estivesse fazendo uma atividade irregular.

“Só se eu fizesse uma coisa escusa. Estou fazendo tudo dentro da lei, com contrato assinado. Não vejo nenhum problema. Se o presidente me perguntar, estão lá os documentos”, disse.

Tereza Cristina foi confirmada por Bolsonaro na Agricultura após recomendação de representantes da FPA. Ela é a primeira mulher anunciada na composição ministerial do futuro governo. A bancada ruralista é uma das maiores e mais influentes no meio parlamentar. Na atual legislatura, tem cerca de 200 deputados e um terço do Senado Federal.

O Ministério da Agricultura chegou a ser uma das pastas em que Bolsonaro planejava alterações. O presidente eleito cogitou fundir o ministério com o do Meio Ambiente. Após críticas à proposta, inclusive de representantes do agronegócio, ele recuou e manteve os órgãos separados.