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Em sua conta oficial do Twitter, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo Bolsonaro (PSL) ironizou, nesta segunda-feira (5/11) uma questão da prova de Linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja primeira aplicação ocorreu neste domingo (4). O deputado federal, eleito com recorde histórico ao somar mais de 1,8 milhão de votos em São Paulo, disse não ser preciso para ser ministro da Educação saber sobre dicionário dos (sic) travestis ou feminismo.

Junto ao comentário, o deputado anexou foto da questão de número 37 do exame. Nela, o texto traz como exemplo dialeto usado por travestis – estendendo-se à comunidade LGBTI+ – para questionar aos estudantes sobre o motivo que caracteriza a linguagem como “elemento de patrimônio linguístico”.

Em outra publicação, o parlamentar alerta os estudantes que “sexualidade, feminismo, liguagem travesti, machismo e etc terão pouca ou nenhuma importância”. Em seguida, Eduardo Bolsonaro republica postagem que defende aprovação do projeto Escola sem Partido. Ainda não aprovado no Congresso, o texto é caracterizado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro como forma de combate à “doutrinação ideológica”.

A questão específica virou polêmica nas redes sociais em poucas horas. Em resposta às críticas, a ativista e deputada federal Talíria Petrone elogiou não só a pergunta que Eduardo Bolsonaro desaprovara, mas o conteúdo do primeiro dia de prova do maior vestibular do país.

“No Enem teve Luther King, Rosa Parks, Orwell, Conceição Evaristo. Teve reflexão sobre feminicídio, assédio, lésbica, travesti, família, racismo, democracia, memória. E mais: a importância da discussão sobre direitos humanos desde a educação básica. A Educação resiste, e muito!”, disse também em sua conta na rede social. Talíria foi eleita com o 9.º maior número de votos pelo Rio.

Outro lado
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não se posicionará a respeito dos comentários Deputado Eduardo Bolsonaro.