Deputado do PSL sugere filme com ministros viciados em cocaína

Bibo Nunes (RS) criticou a decisão de Toffoli de barrar a censura do especial de Natal do Porta dos Fundos, que exibia Jesus gay

Luis Macedo/Câmara dos DeputadosLuis Macedo/Câmara dos Deputados

atualizado 10/01/2020 20:27

O deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS) criticou nesta sexta-feira (10/01/2020) a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de barrar a censura do especial de Natal do Porta dos Fundos. No Twitter, ele sugeriu que a Netflix fizesse, com a produtora, um filme com Toffoli sendo gay e os outros ministros como viciados em cocaína.

“Eu quero saber se for produzido um filme pela produtora Porta dos Fundos, mostrando o presidente do STF como gay e os outros ministros como viciados em cocaína, se vão aceitar como cultura? E se vão querer impedir que a Netflix exiba o filme! Que façam esse filme!!! E aí???”, escreveu.

Após a decisão de Toffoli, na noite de quinta-feira (09/01/2020),  o deputado criticou o poder de decisão do presidente da Suprema Corte, uma vez que “não teve voto popular”. “Ministro Toffoli decide se aumenta ou não o DPVAT. Também decide se Netflix exibe ou não o Especial de Natal, com Jesus gay. Sem lógica ou fundamento. Tem que mudar esse poder concentrado….”

O filme, disponibilizado para os usuários da plataforma, mostra Jesus como um homossexual que se envolve com Lúcifer, além de Maria trair José com Deus. A polêmica em torno da obra ganhou novos contornos após um atentado semanas atrás contra a sede da produtora Porta dos Fundos, no bairro do Humaitá, na zona sul do Rio. Dois coquetéis molotov foram lançados contra as instalações.

Ao acionar o Supremo, a Netflix alegou que a decisão do TJ do Rio “tem efeito equivalente ao da bomba utilizada no atentado terrorista à sede do Porta dos Fundos: silencia por meio do medo e da intimidação”.