Defesa de Lula sobre denúncia da Lava Jato: “Acusações descabidas”

Para o advogado do ex-presidente, os procuradores perseguem o petista e não têm provas de qualquer ato ilícito

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 09/09/2019 19:55

Em nota, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a nova denúncia da Lava Jato, desta vez do ramo paulista da operação, contra o petista é uma retaliação após os vazamentos de diálogos que mostram uma suposta atuação ilegal da força-tarefa contra o político. Para o advogado Cristiano Zanin, os procuradores estão apenas repetindo acusações “descabidas”.

“A denúncia oferecida pelos procuradores da franquia ‘Lava Jato‘ contra Lula repete as mesmas e descabidas acusações já apresentadas em outras ações penais contra o ex-presidente”, declarou Zanin, fazendo alusão à ação do Instituto Lula e ao caso Janus.

A defesa argumenta que Lula “jamais ofereceu ao Grupo Odebrecht qualquer ‘pacote de vantagens indevidas'”, e que o Ministério Público recorreu ao “subterfúgio” numa espécie de “curinga” usado para multiplicar acusações contra o petista. “Tanto é que a denúncia não descreve e muito menos comprova qualquer ato ilegal praticado pelo ex-presidente”, avalia o advogado.

“A denúncia sai no dia seguinte de graves revelações pelo jornal Folha de S. Paulo de atuação ilegal da Lava Jato contra Lula, mostrando a ocultação de provas de inocência e ação indevida e ilegal voltada a romper a democracia no país”, escreveu Zanin.

Para ele, o uso de processos criminais e a repetição das mesmas acusações em processos diferentes comprova que Lula é vítima de lawfare, que consiste no abuso das leis e dos procedimentos jurídicos para promover perseguições políticas.

Entenda
A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo denunciou Lula e o seu irmão Frei Chico por corrupção passiva. Segundo os investigadores, o irmão do ex-presidente recebeu R$ 1,1 milhão como  “mesada” da Odebrecht entre os anos de 2003 e 2015.

Além deles, foram denunciados os empresários Emílio e Marcelo Odebrecht e o ex-diretor da empresa Alexandrino Alencar. No caso dos executivos, a denúncia é por corrupção ativa.

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