Dallagnol não pediu investigação de ministros do STF, diz Lava Jato

Segundo a força-tarefa, os procuradores sempre atuaram com restrição às “competências da primeira instância do Judiciário”

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 01/08/2019 20:59

A força-tarefa da Lava Jato negou que o coordenador da operação em Curitiba, Deltan Dallagnol, tenha solicitado à Receita Federal que investigasse ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a nota, a atuação dos procuradores sempre foi restrita às “competências na primeira instância do Judiciário”.

Na manifestação, a força-tarefa argumenta que todas as informações privilegiadas recebidas pelo grupo sempre foram repassadas à Procuradoria-Geral da República (PGR). “Algumas dessas informações chegaram à Lava Jato porque ela desempenha o papel de auxiliar da PGR na elaboração de acordos, mas nunca por causa de investigações”, diz trecho da nota.

A força-tarefa ainda voltou a dizer que as mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil e a Folha de S.Paulo foram editadas ou estariam “fora de contexto”. “Os procuradores confiam nas instituições e respeitam os integrantes do STF. Além disso, eles não reconhecem as mensagens oriundas de crime cibernético e que têm sido usadas, de forma editada ou fora de contexto”, pontua a Lava Jato.

De acordo com o Intercept e a Folha, Deltan buscou informações sobre as finanças pessoais do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e de sua mulher, Roberta Rangel, e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com esquema ilícito na Petrobras.

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