Daciolo entra com mandado de segurança no TSE para anular 1º turno

Deputado alega mau funcionamento do sistema eletrônico e indícios de fraudes, aliados à “enorme quantidade de urnas recolhidas pela Justiça”

atualizado

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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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1 de 1 daciolosa - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Cabo Daciolo (Patriota-RJ) ingressou, nesta quarta-feira (17/10), com um mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o objetivo de anular o primeiro turno das eleições deste ano. Ele voltou a pedir à Corte a adoção do voto em cédulas em substituição das urnas eletrônicas.

Segundo o presidenciável, o pedido ocorre “em função de relatos de mau funcionamento do sistema eletrônico e de indícios de fraudes, aliados ao enorme quantitativo de urnas recolhidas pela Justiça”.

Na semana passada, o deputado protocolou no TSE uma representação contra o sistema eletrônico de votação. O mandado de segurança desta quarta terá a relatoria do ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.

“Não foi apenas uma representação. Agora tem um mandado de segurança. (…) Nós temos o direito de voto em cédula já”, declarou Daciolo.

De acordo com dados do TSE, 2,4 mil urnas foram substituídas em todo o país durante a votação do primeiro turno, em 7 de outubro. No DF, foram 83 aparelhos trocados. O número de urnas trocadas representa apenas 0,46% do total de 454.493 urnas que foram utilizadas no primeiro turno

“A própria legislação eleitoral consagra a possibilidade de adoção do voto em cédulas em situações emergenciais. Por isso a segurança foi impetrada”, alega o deputado.

Desempenho
Na eleição presidencial deste ano, Cabo Daciolo ficou em sexto lugar. Ele somou 1.348.323 votos (1,26% do total válido), ficando à frente, por exemplo, de Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). Para o segundo turno, disputado entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), o candidato do Patriota adotou a neutralidade.

“Um prega o comunismo e está querendo fazer do Brasil uma Venezuela. O outro quer liberar tudo, quer colocar arma na mão de todo mundo, privatizar tudo, ‘bandido bom é bandido morto’. Bandido bom é lavado e remido no sangue do senhor Jesus, transformado. Então nem Haddad, nem Bolsonaro! Não voto no menos pior. Voto no ideal. O ideal hoje para a nação se chama Cabo Daciolo.”

Dia de bate-boca
Nesta quarta, Daciolo protagonizou uma confusão no plenário da Câmara com o colega Marco Feliciano (Podemos-SP). O motivo: um vídeo em que o parlamentar fluminense associou o paulista à maçonaria. Evangélico, Feliciano foi tirar satisfações com o colega que concorreu à Presidência da República.

Em meio à discussão, os deputados trocaram ofensas. Chamaram um ao outro “falso profeta”. Daciolo ressaltou que “o povo não vai ser mais enganado”. Feliciano retrucou: “Criança, maluco, demente, neurótico e desequilibrado”.

Feliciano alegou que o vídeo do colega de parlamento viralizou e refletiu nas urnas. Feliciano foi reeleito por São Paulo, com 239.784 votos. Na eleição de 2014, teve 398.087. “Ainda bem que o Parlamento se livrou de você”, declarou Feliciano a Daciolo.

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